Médica Veterinária alerta para cuidados com a Anemia Infecciosa Equina
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A médica veterinária Letícia Muliterno alerta a população e os proprietários de cavalos, mulas e burros sobre a Anemia Infecciosa Equina, uma doença viral grave, causada por um retrovírus da mesma família do vírus HIV, que não tem cura, não possui vacina e é de notificação obrigatória aos órgãos de saúde animal. “É uma doença séria, que compromete todo o organismo do animal e, uma vez diagnosticada, não há tratamento, a única medida oficial é o sacrifício do animal, determinado pela Secretaria da Agricultura, para evitar que o vírus se espalhe”, explicou. Segundo ela, até o momento não há registro de casos em Lagoa Vermelha, mas a doença existe em outras regiões do Rio Grande do Sul e do Brasil, e o risco de chegada é constante, especialmente por causa do trânsito de animais e da presença de insetos transmissores.
Os principais sintomas incluem febre que vai e volta, fraqueza, apatia, emagrecimento progressivo, inchaço na barriga e nas pernas, icterícia (amarelecimento da pele e mucosas) e pontos de hemorragia, geralmente aparecendo quando a doença já está em estágio avançado. A transmissão acontece principalmente por meio de moscas e mutucas, que picam um animal contaminado e levam o vírus no sangue para outro saudável, mas também pode ocorrer pelo uso compartilhado de agulhas, seringas, instrumentos cirúrgicos, arreios, freios e baixeiros. “Cada animal deve ter seus próprios equipamentos. Muitas pessoas não sabem, mas o contato com objetos contaminados também transmite a doença, e isso é fácil de evitar”, alertou. A doença não é transmitida para seres humanos, afetando apenas equídeos.
A prevenção é a única forma de combate: manter cocheiras limpas, controlar insetos, nunca reutilizar agulhas e fazer exame de sangue obrigatório a cada seis meses. O resultado negativo é exigido para emitir a Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para levar animais a rodeios, torneios ou eventos. “Nos locais onde há aglomeração, a fiscalização é rigorosa, e só entra quem está com o exame em dia. Se surgir um caso, toda a propriedade é isolada e os animais são testados para identificar e remover apenas os que estão infectados”, detalhou. Muliterno reforçou que não há estudos que apontem cura ou vacina até o momento, e a conscientização dos proprietários é o principal meio de evitar que a doença chegue e se instale na região.
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