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Governo do RS e Unesco fazem parceria em projeto para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis

Baixar Áudio por Isadora Helena Martins

Objetivo é atingir o público jovem, faixa etária em que a contaminação da aids mais cresce

Foto: Divulgação

O governo do Rio Grande do Sul firmou uma parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) nesta semana com o objetivo de diminuir as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/aids) no Estado. O RS tem uma taxa de infecção de 27,2 pessoas para cada 100 mil habitantes, enquanto a média nacional é de 17,8. Porto Alegre é a capital com mais mortes ocasionadas pelas consequências da aids.

O programa de cooperação com a Unesco atua na prevenção, frisa a importância do uso de preservativo e alerta para a relação do uso de álcool ou drogas com o risco de contaminação. Por meio do projeto “Tô dentro itinerante”, que levará às escolas intervenções teatrais e contêineres interativos, adolescentes e jovens serão alertados quanto à gravidade do HIV e as consequências geradas pela aids ao longo da vida.

Serão priorizados 21 municípios, que concentram 78% dos casos da doença, entre eles está Caxias do Sul, a única cidade da Serra a receber o projeto.

Segundo a médica da Secretaria Estadual da Saúde, Letícia Ikeda, o projeto será realizado nas escolas, pois, os índices de HIV estão aumentando entre a população mais jovem: “O que nos remete a esse projeto é um fato muito importante que é de que a epidemia entre os jovens já deveria ter experimentado uma queda muito maior. Inclusive, foi veiculado nessa semana que, nos últimos dez anos a epidemia de aids cresceu na faixa-etária entre 15 e 24 anos”.    

A médica ainda reforça que o projeto chamado “Tecnologias Sociais Inovadoras de Educação e Saúde para a Prevenção de IST/aids em jovens no RS”, tem o objetivo de engajar os jovens na causa de uma forma diferente, já que as campanhas informativas já não surtem mais efeito nessa faixa-etária: “Ele traz uma inovação na proposta, porque, até hoje, nós trabalhamos muito no eixo da informação, que não promove a reflexão, o envolvimento e, principalmente entre os jovens, o engajamento”.  

A iniciativa contará com um investimento do governo federal de R$ 1,1 milhão a cada ano, por meio do Incentivo às Ações de Vigilância, Prevenção e Controle das DST/aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. Os projetos serão desenvolvidos em parceria com as Secretarias Municipais da Saúde.

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