Agosto Dourado: aleitamento materno é padrão-ouro e não existe "leite fraco", alerta pediatra
Baixar ÁudioO médico pediatra Dr. Rangel Vinícius Guedes concedeu entrevista à Tua Rádio Cacique e reforçou que o leite materno é a melhor alimentação para o bebê, sem equivalente entre fórmulas ou produtos industrializados
No mês dedicado à campanha Agosto Dourado, o médico pediatra Dr. Rangel Vinícius Guedes concedeu entrevista à Tua Rádio Cacique e reforçou que o leite materno é a melhor alimentação para o bebê, sem equivalente entre fórmulas ou produtos industrializados. Instituída pela OMS e pelo UNICEF desde 1990, a campanha lembra que do nascimento até os seis meses a criança deve receber apenas leite materno, sem água, chás ou outros alimentos. O leite materno oferece nutrição completa e, principalmente, proteção imunológica: a mãe transmite defesas contra doenças que adquiriu ao longo da vida, reduzindo em cerca de 80% as internações por bronquiolite e trazendo benefícios que se estendem por toda a vida, menor risco de leucemia, diabetes e hipertensão na vida adulta.
O pediatra desmentiu mitos frequentes, começando pela afirmação de que não existe "leite fraco" e nenhuma mãe tem leite de qualidade inferior. A sensação de insuficiência, na maioria das vezes, resulta de dificuldade na técnica de amamentar e na pega do bebê. Dados mostram que a orientação profissional adequada pode elevar o sucesso da amamentação em até 60%, sendo fundamental que as unidades de saúde ofereçam suporte às mães. Também não há alimentos proibidos por regra geral na dieta da mulher que amamenta, as restrições só existem em casos específicos diagnosticados pelo médico. Atualmente, apenas 43% das crianças brasileiras recebem aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e a meta da OMS é alcançar pelo menos 60%.
Dr. Rangel destacou ainda que o aleitamento deve ser mantido, se possível, até os dois anos de idade ou mais, conforme vontade da mãe e da criança. Ele pediu o apoio de toda a família: embora só a mãe possa amamentar, o cuidado com o bebê, a casa e as refeições deve ser compartilhado, para que a mãe possa se dedicar com tranquilidade. O pediatra lembrou também que a amamentação traz benefícios à própria mãe, reduzindo riscos de hipertensão, infarto e AVC.
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