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Vacinação contra sarampo é reforçada para quem vai à Copa do Mundo

por Rudimar Galvan

A principal recomendação é a revisão da situação vacinal contra o sarampo antes de qualquer deslocamento internacional

Foto: Divulgação

A Vigilância em Saúde de Lagoa Vermelha está reforçando as orientações à população diante do aumento de casos de sarampo em países que serão sede da Copa do Mundo de 2026. Com grande fluxo de viajantes previsto entre os dias 11 de junho e 19 de julho, o município chama atenção para o risco de importação da doença ao Brasil.

De acordo com dados atualizados, os países anfitriões apresentam números elevados de casos confirmados: Estados Unidos com 1.738 registros, México com 9.207 e Canadá com 871. Diante desse cenário, a Vigilância em Saúde, com base em orientações da 6ª Coordenadoria Regional de Saúde, alerta especialmente os moradores que pretendem viajar para acompanhar os jogos, além de empresas de turismo do município.

A principal recomendação é a revisão da situação vacinal contra o sarampo antes de qualquer deslocamento internacional. A vacina é a forma mais eficaz de prevenção e deve estar com o esquema completo, conforme o calendário vacinal.

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, altamente contagiosa, transmitida pelo ar por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou falar. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 18 pessoas suscetíveis. A doença é especialmente grave em crianças menores de 5 anos, pessoas imunodeprimidas e desnutridas, podendo causar complicações como pneumonia, encefalite, cegueira e até mesmo levar à morte.

Os sintomas costumam surgir em até três semanas após o contato com o vírus e incluem febre alta, manchas vermelhas pelo corpo, tosse, coriza e conjuntivite.

No Brasil, embora a circulação do vírus esteja controlada, já há registros em 2026, com um caso importado em São Paulo e outro relacionado à importação no Rio de Janeiro. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, sendo 11 importados, 24 relacionados à importação e três com fonte desconhecida.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que são consideradas não vacinadas as pessoas que não possuem esquema completo ou não têm comprovação por meio da carteira de vacinação, seja física ou digital. Nesses casos, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima para atualização da vacina.

 

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