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Em Marau, Influenza A predomina entre os casos de doenças respiratórias e exige atenção

Baixar Áudio por Ana Lúcia Jacomini

Médico alerta para diagnóstico precoce, vacinação e cuidados com grupos mais vulneráveis durante o período de maior circulação de vírus respiratórios

Imagem Ilustrativa
Foto: Reprodução/Canva

O aumento dos casos de doenças respiratórias observado em Marau acompanha um cenário já esperado para os meses de outono e inverno. Segundo o clínico geral Raul Prestes, a maior circulação de vírus respiratórios nesta época do ano está relacionada principalmente à permanência das pessoas em ambientes fechados e com pouca ventilação. Conforme ele, o principal vírus em circulação neste momento é a Influenza A, responsável por quadros mais intensos de gripe. “Esse ano foi de novo a Influenza tipo A que circulou com muita força. É um vírus que causa bastante sintomas. As pessoas ficam com febre alta, dores no corpo, tosse, dor de garganta e debilita bastante”, explicou durante entrevista à Tua Rádio Alvorada.

De acordo com o médico, diferentemente dos resfriados comuns causados por outros vírus respiratórios, a Influenza costuma provocar febre alta e sintomas mais intensos. Ele destaca que a presença de febre elevada deve servir como sinal de alerta para a procura de atendimento médico. “A Influenza não é o vírus do resfriado. Ela costuma dar febre, começa com coriza, dor de garganta e tosse seca. O febrão tem que abrir o olho para a Influenza”, afirmou. Segundo Raul, o tratamento precoce é importante porque existe medicação específica para combater o vírus. “Quanto mais cedo trata, muito menos chance de complicação”, ressaltou.

O médico também chamou atenção para os grupos que apresentam maior risco de desenvolver complicações. Entre eles estão idosos, diabéticos, pacientes em tratamento contra o câncer, pessoas com HIV, usuários crônicos de corticoides e crianças muito pequenas. Conforme Raul, nesses casos a gripe pode evoluir para quadros mais graves, incluindo pneumonias e síndrome respiratória aguda grave. “Esses pacientes têm que ter mais atenção. São pessoas que têm menos defesas e podem evoluir de uma forma pior com as complicações da Influenza”, observou.

Entre as medidas de prevenção, o médico reforça a importância da vacinação, da ventilação dos ambientes e da busca por diagnóstico correto. Segundo ele, o uso indiscriminado de medicamentos também deve ser evitado. “A vacina tem a sua importância. Ela não é 100%, mas ajuda”, afirmou. Raul também alertou para o uso inadequado de corticoides nos primeiros dias da doença. “Na primeira semana não se usa corticoide para vírus. O corticoide tira a febre, dá uma sensaçãozinha boa, mas ele não trata nada. Ele mascara o quadro e a pessoa pode ter uma chance maior de complicação”, explicou. O médico ainda defendeu a realização de testes para confirmação dos casos de Influenza, permitindo o uso adequado dos antivirais e evitando o risco de resistência aos medicamentos disponíveis.

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