Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – 03/08/2025
“Peregrinos porque chamados” a buscar os valores que promovem a vida.
Décimo Oitavo Domingo do Tempo Comum – 03/08/2025
“Peregrinos porque chamados” a buscar os valores que promovem a vida.
ACOLHIDA
Animador: Queridos irmãos e irmãs, sejam bem-vindos, e a todos nossa saudação de Paz e Bem! Iniciamos hoje o mês vocacional agradecendo Deus pela vocação sacerdotal, e suplicando para que o Senhor envie mais operários para a sua messe. A liturgia desse dia nos convida a buscar os verdadeiros valores que edificam nossa vida e dignificam a humanidade. Como “peregrinos porque chamados”, sejamos pessoas novas à imagem de Cristo ressuscitado. Acompanhemos a procissão de entrada cantando.
ATO PENITENCIAL
Presidente: Deus é misericórdia e compaixão, e não se deixa vencer em generosidade oferecendo-nos os bens mais preciosos, seu amor incondicional e seu perdão
- Pelas vezes que nos deixamos levar pela vaidade e pelas facilidades do mundo atual. Senhor, tende piedade de nós!
- Pelas vezes que não deixamos morrer o homem velho dentro de nós, e ficamos inquietos por falta de fé. Cristo, tendo piedade de nós!
- Pelas vezes que o preconceito insiste em dominar nossas relações. Senhor, tendo piedade de nós!
GLÓRIA
Animador: Louvemos a Deus nosso criador e guia, pela sua inesgotável fonte de bondade, que, através de Jesus, nos renova diariamente dando novo sentido a vocação que escolhemos para viver, canrtando.
LITURGIA DA PALAVRA
Primeira Leitura: Eclo 1,2;2,21-23
Salmo Responsorial: Vós fostes, ó Senhor, um refúgio para nós.
Segunda Leitura: Cl 3,1-5.9-11
Evangelho: Lc 12,13-21
REFLEXÃO
- A liturgia deste final de semana nos leva a refletir sobre questões fundamentais de nossa vida, como, por exemplo, os valores. Quais são os valores que temos? O que consideramos como valor? As coisas que nós valorizamos são realmente valores? Pode acontecer que nós gastamos adquirindo coisas que diante de Deus não tem nenhum valor, como: bens materiais, status, beleza física... coisas efêmeras, passageiras, descartáveis ou de pouca duração, e esquecemos de nos preocupar com o que realmente tem valor, que são as coisas eternas.
- Jesus conheceu na Galileia uma grave crise econômica, uma desigualdade social gritante, consequência da cobiça e da ganância perversa de alguns em detrimento da exploração desumana de grande maioria. Ele e sua família fazem parte dessa grande maioria, por isso, ele sabe o que é ser excluído do banquete da vida e da dignidade. Diante desta situação injusta ele nos adverte da insensatez de acumular riquezas materiais que nada valem, ou seja, não tem valor algum aos olhos de Deus e só causam inveja, desarmonia, ódio divisão, sofrimento e guerra. Jesus nos diz: “onde está o seu tesouro, aí estará também seu coração”. Ou seja, se nosso tesouro consistir apenas em bens materiais, aí estará nosso coração, nossa preocupação, nossa atenção, e facilmente esquecemos de Deus e de nossos irmãos. Por outro lado, quando encontramos os verdadeiros valores, nossa vida, nosso comportamento muda e tudo o mais passa a ser relativo. Quando trabalhamos focados apenas no lucro, no dinheiro, nos bens materiais, sem tempo para Deus e para os irmãos, tudo se torna vazio, nos desumaniza e nos escraviza, pois não há riqueza no mundo que nos satisfaça verdadeiramente se nós não praticarmos obras de amor, caridade, solidariedade, misericórdia e compaixão, se não amarmos a Deus e ao próximo.
- O livro do Eclesiastes mostra que gastar a vida apenas pensando em ajuntar dinheiro, ter bens, é um dos grandes erros do ser humano, pois ao morrer, nada levamos. Nós nascemos sem nada, por vezes, passamos a vida toda preocupados em acumular, e no fim, partimos sem nada. Se trilharmos este caminho, nossa vida não passará de vaidade, fugacidade, banalidades, pois em nada contribui para a sua edificação e a edificação da vida dos outros. A nossa vida, por mais longa que possa parecer, é “qual vigília de uma noite que passou, pois mil anos para Deus é como ontem” (Sl 90,4). Se a vida é tão curta, tão passageira, porque nos desgastamos com coisas fúteis? Se a vida é tão veloz, devemos aproveitar o tempo com coisas boas, que promovem a vida. Isso dá sentido à nossa passagem neste mundo, nos realiza como seres humanos e tem como consequência, a verdadeira felicidade. O salmo pede que Deus nos ensine a contar nossos dias, isto é, que saibamos que nossos dias estão contados, e que, por isso, deveríamos viver como se fosse o último, perdoando, partilhando, enfim, fazendo o bem, buscando sempre as coisas do alto, como nos recomenda São Paulo, aspirando as coisas celestes, mais que as terrestres. Ele nos faz um forte apelo à conversão. Fazer morrer essas atitudes, esses procedimentos gananciosos, a imoralidade, as impurezas, a paixão cega, os maus desejos, a cobiça que é idolatria. São coisas que tornam o ser humano insensível e o afastam do caminho de Deus.
- O evangelho nos apresenta uma briga por causa de herança. Essa situação não nos é estranha. São muitos os irmãos que se tornam verdadeiros inimigos por causa de herança. Jesus faz uma forte advertência: “A vida de um homem não consiste na abundância de bens”. “Atenção! Tomai cuidado contra todo tipo de ganância”. Pessoas gananciosas não se importam com os outros. Elas fazem trapaças e prejudicam o próximo para obter vantagens, para ganhar, não se importando se o outro precisa mais. Ignoram a caridade cristã, o amor ao próximo. Para ilustrar isso, Jesus conta a parábola da abundante colheita do homem rico. A preocupação do homem era onde guardar a colheita. Jamais cogitou a possibilidade de dividir, partilhar, deixar que seus funcionários participassem nos lucros da terra, da sua empresa. Ele pensou apenas nele. Mas Deus o chama de louco, porque não sabia que iria morrer nesta noite. Voltaria para o pó como qualquer outra pessoa, com a diferença de que diante de Deus, era a pessoa mais pobre, mais miserável, porque sua vida consistia nos seus bens. “Assim acontece com quem ajunta tesouros para si mesmo, mas não é rico diante de Deus”. Pensemos bem nas preciosas e vitais mensagens das leituras deste dia.
PRECES DA COMUNIDADE
Presidente: Apresentemos a Deus, com humildade e sinceridade, nossos pedidos rezando: Senhor, escutai nossa prece!
- Abençoai o Papa, os Bispos e os Sacerdotes, neste dia dedicado a vocação sacerdotal, para que juntos com o povo de Deus busquem edificar uma Igreja Sinodal de comunhão e participação, rezemos.
- Ajudai-nos a vencer a idolatria do dinheiro e fazei que ele seja usado para o bem-estar de todos, rezemos.
- Fazei com que saibamos respeitar e cuidar de toda a criação, da Mãe Terra, nossa Casa Comum, rezemos.
- Confirmai diariamente nossa vocação cristã recebida no batismo, tornando-nos solidários e fraternos, rezemos.
OFERTÓRIO
Animador: Nossa vida e riqueza és tu Senhor! Coloquemos, juntamente com o pão e o vinho, a alegria e o entusiasmo dos vocacionados que se despojaram das coisas passageiras, assumindo uma vocação de serviço e doação. Cantemos.
COMUNHÃO
Animador: Que o Pão Eucarístico, a verdadeira riqueza que vem do alto, renove e alimente nosso corpo e nosso espírito para sermos solidários e partilhar o pão da terra. Cantemos.
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