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Moradores montam parecer técnico contrário a construção do Parque de Proteção Animal na 2ª Légua, em Caxias

Baixar Áudio por Daniel Lucas Rodrigues

Comissão das comunidades de São Vigilio, Loreto, São Valentim, São Martinho das Segunda Légua e Caravaggio da Terceira Légua apresentam três pontos contra o projeto na localidade

Reprodução do possível Parque de Proteção Animal, em São Virgílio da 2ª Légua
Foto: Divulgação

O debate sobre a possível construção do Parque de Proteção Animal na localidade de São Virgílio da 2ª Légua, em Caxias do Sul, ganha mais um capítulo nesta semana. Os moradores da região montaram um parecer técnico, elencando três pontos cruciais para evitar a realização do projeto no local. Os argumentos englobam a saúde dos animais, a área inadequada para abrigo deles e o descumprimento de dispositivos legais de zoneamento.

O documento foi montado por uma comissão comunitária, de 12 pessoas, que moram nas comunidades de São Vigilio, Loreto, São Valentim, São Martinho e as Segunda Légua e Caravaggio da Terceira Légua. Em tese, estas populações seriam impactadas com o parque. Para Tua Rádio São Francisco, um dos integrantes do comitê, Valdecir Segat, morador de São Virgílio, conta como foi montado o embasamento deste parecer. Segundo ele, primeiro foi pedida a opinião da médica veterinária, Carina Maria Zotti, a fim de falar da nocividade do local para os animais. Ela argumenta que os canis não seriam os mais adequados para acolher os cães, uma vez que teriam 12 metros quadrados, onde ficariam cinco cães, não tendo espaço para se exercitarem. A possibilidade de falta de proteção para dormir também preocupa a profissional, pois como o piso seria de concreto, isso acumularia umidade, urina e fezes, fora que o frio provocaria formação de calos de apoio, principalmente nos cães de médio e grande porte. A veterinária ainda coloca que a carência de sol na localidade, durante o inverno, pode ocasionar problemas de saúde nos animais, como infecções respiratórias e cutâneas.

O segundo argumento foi apoiado no ponto de vista do engenheiro civil, Vanderson Segat. Conforme ele, a proposta apresentada da Prefeitura de Caxias do Sul, por meio de projeção simulada de como seria o parque futuramente, não corresponderia com a planificação do terreno. São apresentados seis pontos, como a inclinação da área que não permitiria executar todo o planejamento do Município; a inviabilidade de ter um estacionamento devido à declividade do espaço; além de possíveis equívocos na montagem da simulação.

De acordo com Segat, a comissão comunitária prepara outras alegações para apresentar ao Executivo municipal. Serão ouvidos biólogos para trazer o impacto ecológico de se ter o Parque de Proteção Animal na região, uma vez que possuiria vegetação nativa. Além disso, ele quer contatar um engenheiro ambiental para apresentar que a topografia na localidade inviabiliza o projeto.

Ele coloca que depois da reunião do dia 06 de novembro, quando foi apresentado o projeto do Parque de Proteção Animal à comunidade, o Município não procurou os moradores para um novo encontro ou sequer teria contatado alguém da comunidade.

Por último, foi procurada uma equipe jurídica para falar sobre futuros descumprimentos da Lei Complementar nº 589, de 19 de novembro de 2019. (Clique AQUI e veja o parecer completo).

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