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“660 contentores é um baita investimento, precisamos do apoio da comunidade”, destaca proprietário da Terra Ciclo Ambiental sobre contentores

Baixar Áudio por Diones Pimentel

Conforme explicou Gustavo Vilela, proprietário da Terra Ciclo Ambiental, o serviço é monitorado diariamente por rastreadores, mas enfrenta problemas sérios com vandalismo

Foto: Divulgação

Lagoa Vermelha já conta com 660 contentores espalhados por quase todo o perímetro urbano, após a instalação de mais 180 novas unidades, visando automatizar a coleta, eliminar lixo no chão, mau cheiro e vazamento de resíduos. Conforme explicou Gustavo Vilela, proprietário da Terra Ciclo Ambiental, o serviço é monitorado diariamente por rastreadores, mas enfrenta problemas sérios com vandalismo: já foram registrados de oito a dez recipientes queimados ou danificados. Ele alerta que se trata de patrimônio público, cujo custo de reposição é reposto ao município, e pede o apoio da comunidade para denunciar ações de destruição às autoridades, já que poucas cidades da região contam com uma estrutura dessa dimensão.

A separação entre material orgânico e reciclável evoluiu de 50% para cerca de 80% de acerto, mas ainda gera dúvidas e desafios. Gustavo esclareceu que, embora existam caminhões específicos para cada tipo, em alguns casos eles recolhem tudo junto apenas quando há mistura excessiva nos recipientes, como restos de comida no contentor de recicláveis ou plásticos no de orgânicos, para evitar perdas, pois o material ainda pode ser recuperado na triagem. Hoje, o índice de material reciclado gira em torno de 10% a 12%, abaixo da média nacional de 20%, e a principal dificuldade continua sendo a conscientização da população, além de problemas como ruas estreitas com carros estacionados que atrasam o trajeto.

Outras orientações importantes são que, onde há contentores instalados, não existe mais coleta porta a porta nem atendimento dentro de becos, devendo o morador levar os resíduos até os pontos corretos. Um alerta grave é sobre os ataques de cães aos garis, que já causaram ferimentos: o proprietário é responsável legal e pode ser condenado a pagar indenizações que chegam a valores altos, além de responder processo criminal. Gustavo reforçou que manter os animais presos, separar bem o lixo e respeitar as regras geram economia aos cofres públicos, prolongam a vida útil do aterro municipal e evitam gastos de até R$ 200 por tonelada com transporte para outras cidades.

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