Interdição da ponte entre Cotiporã e Bento Gonçalves mobiliza ações emergenciais
Além da recuperação da estrutura atual, administração prepara decreto de emergência e busca recursos federais para uma nova ponte
A interdição da ponte que liga Cotiporã a Bento Gonçalves segue provocando impactos na mobilidade da região. Após os danos causados na última semana devido a cheia do Rio das Antas, a Prefeitura de Cotiporã atua em diferentes frentes para restabelecer a ligação entre os municípios e, paralelamente, garantir recursos para a construção de uma ponte definitiva.
De acordo com o prefeito José Carlos Breda, o município trabalha simultaneamente em três ações. Entre elas, a definição da melhor solução técnica para recuperar a estrutura existente, a decretação de situação de emergência e a elaboração de um projeto para solicitar recursos à Defesa Civil Nacional destinados à construção de uma nova travessia.
Segundo Breda, a interrupção da ponte já afeta diretamente diversos setores do município, como comércio, turismo, agricultura e prestação de serviços, especialmente pela importância da estrada como ligação entre a Serra Gaúcha e a Região Metropolitana de Porto Alegre. A rota, que inicialmente era considerada alternativa, tornou-se uma das principais vias de acesso da região.
Recuperação
A prefeitura aguarda a baixa do nível do Rio das Antas para iniciar a recuperação da ponte. A intervenção poderá ser realizada com o uso de guindaste ou macacos hidráulicos para reposicionar o tabuleiro que se deslocou durante a enchente e reinstalar os dispositivos de fixação da estrutura. Posteriormente, será feita uma revisão completa da ponte para verificar possíveis danos em outras partes da travessia.
Conforme o prefeito, após o rio atingir um nível seguro, a estimativa é que o serviço de recuperação leve aproximadamente três dias. Antes disso, porém, o município precisa concluir os trâmites legais para contratação da empresa responsável, por meio de dispensa de licitação em razão da situação de emergência.
Para Breda, a busca também é pela construção de uma ponte definitiva sobre o Rio das Antas. Após as enchentes de 2023 e 2024, a Defesa Civil Nacional autorizou recursos para reconstrução da atual ponte nos mesmos níveis da estrutura anterior, utilizando concreto e aço.
Segundo o prefeito, os episódios recentes reforçam a necessidade de uma estrutura definitiva, capaz de suportar os eventos extremos que têm se tornado cada vez mais frequentes.
Apesar da interdição da ponte, Breda informou que as obras de pavimentação da estrada entre Cotiporã e Bento Gonçalves continuam em andamento. Conforme o prefeito, os trechos mais críticos da descida em direção ao Rio das Antas já foram praticamente reconstruídos, restando intervenções em pontos próximos à comunidade de Santa Lúcia e na entrada do município.
A expectativa da administração é de que a obra possa ser concluída antes do prazo inicialmente previsto, melhorando significativamente as condições de acesso quando a ponte voltar a operar.
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