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Lista de estabelecimentos envolvidos na compra e venda de carne de cavalo deve ser divulgada na próxima semana

Baixar Áudio por Isadora Helena Martins

Conforme o promotor de Justiça responsável pelas investigações, um dos funcionários da hamburgueria clandestina afirmou que os produtos eram comercializados diariamente para, pelo menos, 33 estabelecimentos do município

Foto: Divulgação / Vigilância Sanitária

A operação do Ministério Público do Rio Grande do Sul que desarticulou a organização criminosa que abatia cavalos e vendia as carnes dos animais a hamburguerias que, por sua vez, revendiam o produto adulterado a lancherias e outros estabelecimentos de Caxias do Sul, completou uma semana nesta quinta-feira (25). 

Até o momento, 10 pessoas, sendo oito envolvidas com o esquema e os dois proprietários das hamburguerias Mírus Hambúrguer e Natural Burguer, aonde foram encontrados os produtos com carne de cavalo, foram denunciadas à Justiça por crime contra as relações de consumo. As denúncias são assinadas pelo Promotor de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, coordenador Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Segurança Alimentar.

A expectativa, é de que a lista com os nomes dos estabelecimentos que compravam e comercializavam a carne de cavalo em seus produtos seja divulgada ao longo da próxima semana, afirma o promotor.   “A gente quer o quanto antes passar essas informações para que se desencadeie alguma investigação nos estabelecimentos. A ideia é concluir o quanto antes e, juntamente com os resultados laudos que estão nos laboratórios, ao longo da próxima semana devemos fazer a divulgação”.   

Segundo o coordenador do Gaeco, nesta primeira semana 23 pessoas, entre testemunhas e próprios investigados, foram ouvidas. As equipes de investigação também estão realizando a análise dos celulares e de documentos apreendidos junto com os suspeitos. Essa parte vai ajudar a definir quantos estabelecimentos compravam as carnes e produtos adulterados do grupo. Por enquanto, não há um número definido de quantos eram os clientes da hamburgueria clandestina, mas um dos funcionários ouvidos teria afirmado que pelo menos 33 estabelecimentos faziam compras praticamente diárias, destaca o promotor: “O próprio funcionário dessa hamburgueria clandestina nos referiu no depoimento que compravam, praticamente diariamente, 33 estabelecimentos. Isso só de clientes fixos, não os esporádicos que estamos verificando. E também tem o outro investigado que tinha a sua clientela que não era pequena”.

O promotor de Justiça disse em entrevista à Tua Rádio São Francisco que as perícias realizadas nos materiais apreendidos no dia da Operação Hipo, na última quinta-feira (25), revelaram que todo o material possuía carne de cavalo na composição e que as carnes estavam contaminadas com microrganismos prejudiciais à saúde humana. Ainda estão sendo aguardados os laudos da análise feita em carnes apreendidas em sete estabelecimentos que foram vistoriados pela Vigilância Sanitária de Caxias do Sul após o desencadeamento da operação do MP-RS.

Conforme Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, caso seja detectada carne de cavalo e microrganismos nos materiais apreendidos, os proprietários dos estabelecimentos poderão sofrer sanções como multas ou terem que responder criminalmente pela compra de produto sem procedência: “Nesses laudos que estamos aguardando, a exemplo do que aconteceu com as duas hamburguerias já identificadas, se nós tivermos resultado positivo seja na detecção da carne de cavalo, seja na questão de o produto ter problemas do ponto de vista microbiológico, [os proprietários] serão também denunciados criminalmente”.  

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