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Escritora Caxiense recebe homenagem da Assembleia Legislativa do RS

por Isadora Helena Martins

Natália Polesso será reconhecida pela atuação na luta pelos direitos LGBT e pela sua contribuição com a literatura nacional

Foto: Divulgação

A escritora, pesquisadora e tradutora caxiense, Natália Borges Polesso, será uma das sete mulheres que vão receber o Troféu Mulher Cidadã, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O prêmio é uma forma de homenagear e reconhecer as mulheres que deixaram alguma contribuição para os gaúchos.

Natália foi indicada pelo deputado Pepe Vargas, da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT), devido à sua atuação no desenvolvido de pesquisas que tratam das vidas e das relações das mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais lançando luz sobre uma parcela da população vítima de preconceitos e discriminações.

Durante entrevista no programa Temática, Natália falou sobre o reconhecimento: “É muito legal eu ter esse reconhecimento nesse momento do País e pensando na amplitude do meu trabalho. Mas, isso não significa que eu não ocupe esse lugar com uma certa desconfiança e não é de um jeito ruim que eu falo sobre isso. Mas, às vezes, a gente ocupa um espaço sem pensar que ele pode ser ocupado por outras pessoas também. Então, eu aceitarei essa homenagem, mas, também pensando em toda a comunidade LGBT e nos produtores culturais que eu conheço, porque eu acho que é importante ocupar esses espaços pensando nas ausências que eles evidenciam”.

Natália ganhou projeção nacional quando teve um trecho do seu livro “Amora” em uma das questões do ENEM 2018, sendo lido por mais de 5 milhões de participantes. Em 2017, ela também foi Patrona da Feira do Livro de Caxias do Sul. Além disso, seu primeiro livro, “Recortes para álbum de fotografia Sem Gente” (2013), venceu o Prêmio Açorianos na categoria contos.

Devido à trajetória de luta pelos direitos LGBT e combate ao preconceito, Natália também foi escolhida pela ONG Construindo Igualdade para dar seu nome a um espaço literário inaugurado pela entidade. “Eu valorizo muito essa iniciativa de ter meu nome em uma biblioteca, um espaço de literatura, um espaço de arte, um espaço de uma ONG que contribui muito com o público LGBT”, destacou.

Como mensagem, Natália destaca que o importante é se colocar no lugar do outro: “Eu acho que o Brasil continua muito violento para a população LGBT. Acho que algumas políticas públicas vêm sendo conquistadas, mas todo mundo precisa continuar aprendendo, ouvindo e tentando entender esses movimentos. O melhor é sempre tentar se colocar no lugar do outro para poder conviver melhor”.

Ouça a entrevista completa AQUI. 

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