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Confira as principais mudanças do processo para tirar a CNH

por Gabriel Grando

Diminuição de aulas exigidas e renovação da carteira automática se destacam entre alterações

Foto: Reprodução/Internet

Em razão das recentes mudanças do processo de habilitação para tirar a CNH (Carteira Nacional de Habilitação), recebemos na emissora a diretora-geral do CFC Marau, Kauane Vanz. Ela explicou e comentou sobre o assunto, que gerou diversas dúvidas entre as pessoas. 
As principais mudanças são a dispensa das aulas teóricas, a exigência de duas aulas práticas e a aplicação de uma prova prática. Além disso, não sé mais obrigatório realizar o teste para a renovação da carteira para as pessoas que não tiveram infrações nos últimos doze meses, basta entrar no site ou aplicativo e efetuar seu cadastro automático.  

Sobre os cursos especializados, como para condutores de transporte de passageiros, escolar e cargas perigosas, a renovação também passa a ser automática se o piloto cumprir os requisitos. Porém, o único curso que precisa ser realizado a cada cinco anos, é o de veículos de emergência. 

Segundo Kauane, por mais que o processo tenha mudado, para as pessoas conseguirem a CNH, elas devem conhecer o suficiente sobre o trânsito. “Um dos pontos que nos chamou a atenção durante esses dias é uma falsa esperança de que essa propaganda, de que uma primeira habilitação você consegue com duas aulas, vai se concretizar” afirma. “O processo todo mudou as exigências, o mínimo de aulas, mas a gente percebe que aprender a dirigir a gente não aprende em uma hora e quarenta de aula, cada aula são 50 minutos. É um processo longo, principalmente para quem chega ao CFC sem ter o conhecimento nem de ligar o carro.”

Ainda segundo a diretora-geral, com as alterações, todos os CFCs irão ter prejuízos. “Eu vejo que é um caminho em que todos os CFCs vão cair, de reduzir seus quadros, reduzir os investimentos, os veículos, porque o número de aulas também tende a baixar. Por mais que a gente veja aí que quem fez duas aulas e prova, reprovou, vai precisar refazer testes e tudo mais, mas ainda assim vai ser necessário aos CFCs, baixar seu quadro, baixar seu número de veículos, que é uma estrutura que até então eram muitas exigências para nós. E para conseguir manter as portas abertas, tudo isso precisa ser revisto.” explica Kauane.

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