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Eletrosul garante fornecimento de energia no caso de queda da torre de transmissão por deslizamento, em Caxias

por Daniel Lucas Rodrigues

Em documento enviado ao Ministério Público, a empresa afirma que a cidade pode ser suprida por outras duas redes energéticas

Foto: Laura Piola/Divulgação

A companhia energética Eletrobrás, por meio da Eletrosul, garantiu o abastecimento de energia elétrica para a população de Caxias do Sul em caso de queda da torre de transmissão, localizada no trecho da Rota do Sol, próximo ao distrito de Vila Seca. Em resposta ao Ministério Público do Estado (MP-RS) na quinta-feira (15), a empresa afirma que a estrutura foi “estaiada de forma a prevenir qualquer movimentação da estrutura” e que a Linha de Transmissão (LT) “encontra-se estável e operando”.

A manifestação ocorre após as falas do presidente substituto do Samae, Ângelo Barcarolo, e do geógrafo Elton Boldo, diretor da empresa Garden Projetos, contratada pela autarquia para avaliação técnica da área de risco na região. Na reunião, foi exposta a preocupação do grave risco de um possível deslizamento completo de uma área equivalente a três campos de futebol no trecho da Rota do Sol, onde fica a adutora do Sistema Marrecas. Em uma das falas, Barcarolo colocou que essa Linha de Transmissão, operada pela Eletrosul, pode ser atingida pelo desabamento, pois se localiza em um ponto onde o solo está cedendo. Segundo ele, poderia causar um colapso energético em Caxias.

Boldo corroborou a fala de Barcarolo e disse que existe um risco de colapso, mas que pode ser mitigado desde que a Eletrosul, divisão da Eletrobrás na região Sul, garanta o reabastecimento de energia no caso de queda dessa Linha. No documento enviado ao MP-RS, a Eletrosul detalhou que a subestação Lajeado Grande atende cargas da região de Vacaria e São Francisco de Paula, sendo que em caso de queda da torre, as cargas seriam supridas pela LT 230 kV Forquilhinha - Lajeado Grande.

A subestação Caxias 5 atende cargas da região de Caxias do Sul, sendo suprida por outras duas linhas, provenientes de subestações localizadas em Caxias do Sul e em Farroupilha, logo as cargas desta subestação também não seriam afetadas em caso de queda da torre.

A subsidiária ressalta que realizou uma vistoria nas fundações da torre, onde não teriam sido observadas movimentações das fundações. A partir do dia 20 de maio, a Eletrosul afirma que mandará equipes para inspeções no local, visando estudar solução para a estabilidade do solo junto à torre.  Caso ocorra o colapso, o grupo de trabalho seria acionado imediatamente para o reestabelecimento, sendo que o prazo dependeria do impacto do deslizamento.

A Eletrosul reafirma no documento que “não haverá interrupção de energia elétrica para nenhuma cidade ou região em caso da queda da torre em referência”.

CONFIRA AQUI O DOCUMENTO ENVIADO AO MP-RS PELA ELETROBRÁS

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