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Governo do RS antecipa ações contra o El Niño e convoca municípios para seminários técnicos

por Daniela Affonso

Defesa Civil do Estado monitora projeções que apontam 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre o fim de 2026 e o início de 2027

Foto: Maurício Tonetto/Secom

Diante do cenário climático projetado para o segundo semestre de 2026, o Governo do Estado avança nas ações de preparação ao El Niño. Foi realizado encontro realizado na manhã da quinta-feira (11), no Centro Administrativo Fernando Ferrari (Caff), com a equipe da Defesa Civil do Estado para acompanhar o andamento das iniciativas e anunciar os próximos passos da estratégia de preparação antecipada.

A próxima etapa do programa será a realização de um seminário no dia 17 de junho, voltado a 70 municípios que integram a Coordenadoria Regional de Proteção e Defesa Civil da Região Metropolitana. Na sequência, serão promovidos encontros regionalizados com os demais municípios que integram o grupo daqueles considerados mais vulneráveis aos impactos de eventos meteorológicos extremos.

Durante os seminários, as prefeituras receberão uma análise técnica individualizada, elaborada pelo Departamento de Gestão de Riscos da Defesa Civil do Estado. O material reúne informações meteorológicas, hidrológicas, geológicas, sociais e históricas de cada município, apontando áreas críticas, quantificando edificações localizadas em zonas de risco e avaliando o nível de adequação dos planos de contingência locais.

Perspectiva climática

A meteorologista da Defesa Civil Estadual, Cátia Valente, apresentou os dados da mais recente atualização dos modelos climáticos para o El Niño 2026-2027. As projeções indicam 63% de probabilidade de o fenômeno atingir intensidade muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 em diferentes regiões do Brasil.

No Rio Grande do Sul, o período de maior atenção será o segundo semestre de 2026, especialmente entre o final do inverno e a primavera. Segundo Cátia, embora a consolidação do fenômeno seja considerada altamente provável, os impactos específicos ainda dependem da interação de diversos sistemas atmosféricos. “Os modelos indicam, com elevado grau de confiança, a formação de um episódio de El Niño. No entanto, a magnitude dos impactos no Rio Grande do Sul dependerá da combinação de diferentes fatores meteorológicos que só podem ser avaliados com maior precisão em prazos mais curtos. Por isso, o foco neste momento é trabalhar com cenários e fortalecer a preparação dos municípios e das comunidades.”

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