Agosto Lilás mobiliza mais de mil pessoas e registra 773 atendimentos a mulheres em Caxias do Sul
Ações de conscientização foram realizadas durante todo o mês, enquanto o Centro de Referência da Mulher manteve atendimento a vítimas e mulheres em situação de vulnerabilidade
O mês de agosto terminou em Caxias do Sul com mais de mil pessoas alcançadas por ações de prevenção e conscientização sobre a violência contra a mulher. Durante os 31 dias do Agosto Lilás, 1.042 pessoas participaram de palestras, rodas de conversa, painéis, exposições e atividades educativas realizadas em escolas, universidades, empresas, entidades e espaços públicos.
Ao mesmo tempo em que as ações de prevenção foram ampliadas, a procura por atendimento também revelou a dimensão da demanda na cidade. Durante o mês, o Centro de Referência da Mulher (CRM) realizou 773 atendimentos, entre procura espontânea, acolhimentos e orientações presenciais ou a distância.
Os números reforçam a importância de manter uma rede de apoio acessível para mulheres que enfrentam situações de violência. A orientação e a informação também são consideradas ferramentas para identificar sinais de abuso psicológico, patrimonial e físico e estimular a busca por ajuda antes que os casos evoluam para situações mais graves.
Entre as ações realizadas ao longo do mês estiveram a instalação de Bancos Vermelhos no Parque dos Macaquinhos, no Centro Especializado de Saúde e no SENAI, além do projeto Masculinidade Consciente, voltado à reflexão sobre comportamentos e padrões relacionados à violência.
A programação também contou com atividades culturais e educativas, como uma exposição sobre a Lei Maria da Penha, debates em instituições de ensino e a iluminação temática do Monumento Cristo do Terceiro Milênio.
A mobilização deste ano ocorreu ainda no período em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos. Criada em 2006, a legislação é considerada um dos principais instrumentos de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar no país.
Para Jeane Schulz, da Coordenadoria da Mulher, a continuidade das ações é necessária para combater comportamentos que acabam naturalizando diferentes formas de violência. Já a gerente do CRM, Tatiana Leidens, destaca que o enfrentamento depende da participação conjunta da sociedade e da rede de proteção.
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