Julho de 2026 tem o segundo maior volume de chuva da história em Veranópolis
Volume acumulado foi mais que o dobro da média histórica e colocou o mês na segunda posição entre os julhos mais chuvosos desde 1956
O mês de julho de 2026 entrou para a história meteorológica de Veranópolis. Conforme dados da Estação Meteorológica do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (CEFRUTI), foram registrados 411,6 milímetros de chuva ao longo do mês, o equivalente a mais do que o dobro da média histórica para julho, que é de 195 milímetros.
O acumulado coloca julho de 2026 como o segundo mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1956. O recorde segue sendo julho de 2020, quando foram registrados 460,2 milímetros. A terceira maior marca pertence a julho de 1983, com 404,8 milímetros.
Nos últimos anos, o volume de chuva registrado em julho variou significativamente. Em 2025, o acumulado foi de 76,8 milímetros; em 2024, de 105,8 milímetros; em 2023, de 237,8 milímetros; em 2022, de 150,4 milímetros; em 2021, de apenas 39,2 milímetros; e, em 2020, de 460,2 milímetros.
Ao longo do mês, a estação contabilizou 15 dias com precipitação igual ou superior a um milímetro. Os maiores acumulados diários ocorreram em 21 de julho, com 111,2 milímetros, seguido pelos dias 28, com 105,6 milímetros; 29, com 53,2 milímetros; e 20, com 45,2 milímetros. As chuvas intensas provocaram transtornos em diferentes municípios da região, como alagamentos, deslizamentos de terra, danos em estradas e ocorrências atendidas pelas equipes da Defesa Civil.
Além do elevado volume de precipitação, julho também foi marcado por extremos de temperatura. A menor temperatura registrada foi de 0,8°C, no dia 8, enquanto a máxima chegou a 28°C no dia 18, evidenciando a grande amplitude térmica ao longo do mês.
As rajadas de vento mais intensas ocorreram nos dias 18 e 19 de julho, quando a estação registrou velocidades máximas de 53,3 km/h e 51,5 km/h, respectivamente.
Os dados reforçam o comportamento atípico do mês, marcado pela sucessão de sistemas meteorológicos que favoreceram chuvas persistentes e volumosas sobre o Rio Grande do Sul.
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