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Covid derruba desperdício e aumenta consumo de comida saudável

por Marco Aurélio Santana
Foto: Divulgação

Uma pesquisa feita em 11 países mostra que depois da covid-19, caiu o desperdício de alimentos e as pessoas presas em casa – que têm condição de comprar comida – passaram a consumir produtos mais saudáveis.

O estudo foi feito com 11 mil pessoas, pela Universidade de Antuérpia em colaboração com a Universidades de Ghent e Leuven – todas na Bélgica. Ele mostra que confinadas, as pessoas passaram a cozinhar seus próprios alimentos e a consumir mais frutas e vegetais.

A pesquisa também constatou que houve uma redução no desperdício de alimentos. O que sobrou do dia anterior e foi armazenado adequadamente, pode sim ser consumido no dia seguinte.

No levantamento, os consumidores relataram ainda que durante a pandemia estão comprando menos alimentos prontos, de micro-ondas, lanches, doces e salgados.

“O consumo de produtos salgados, gordurosos e doces geralmente aumenta quando as pessoas estão sob estresse, mas durante a pandemia, esse desejo foi cumprido em muitos países com iguarias caseiras”, disse Charlotte De Backer, presidente do FOOMS, um grupo de pesquisa em alimentos e mídia da Universidade da Antuérpia.

Menos desperdício

Chamou a atenção o fato de as pessoas dizerem que estão desperdiçando menos comida, comendo mais sobras do dia anterior e planejando refeições com antecedência.

Charlotte De Backer diz que a pandemia reduziu oportunidades para comprar por impulso, ou comer alimentos não saudáveis.

Ela acredita que o motivo é o medo da escassez de alimentos, já que os supermercados de todo o mundo sofrem com as prateleiras vazias.

Mudança de hábitos

Charlotte De Backer também disse à Reuters que alguns desses hábitos alimentares provavelmente sobreviverão à pandemia, porque em muitos países os bloqueios duraram mais do que as seis semanas, tempo necessário para formar um novo hábito.

As milhares de pessoas que fizeram a pesquisa na Bélgica relataram que reduziram o estresse e a frustração com a culinária, além de se sentirem mais ousadas e criativas na cozinha após o COVID-19.

E descobriram que cozinhar não exige uma quantidade intolerável de esforço.

Finalização

Os pesquisadores agora vão contar com seus colegas em pelo menos 30 países, que se juntaram à pesquisa para obter ainda mais dados em todo o mundo.

Os resultados deverão estar disponíveis depois de junho.

* com informações da Reuters e GNN.

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