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Marau completa 15 dias sem chuva agravando seca

por Bruno Roso

O segundo mês do ano tem uma média menor

Foto: Divulgação

A última chuva considerada expressiva no município, conforme o engenheiro agrícola Telmo Pithan, referência no acompanhamento pluviométrico local, ocorreu entre os dias 16, 17 e 18 de janeiro. No período, o volume acumulado foi de 37 milímetros. Desde então, já se passaram 15 dias sem registros significativos de precipitação, cenário que contribui para o agravamento da estiagem e para o aumento do estresse hídrico nas lavouras.

O mês de janeiro de 2026 encerrou com volume de chuvas abaixo da média histórica. Ao longo dos 31 dias, foram registrados 121 milímetros, o que representa um déficit de 79 milímetros em relação à média esperada para o período, que é de aproximadamente 200 milímetros. A irregularidade na distribuição das chuvas ao longo do mês também influencia diretamente o desempenho das culturas, especialmente em fases mais sensíveis do desenvolvimento das plantas.

Historicamente, fevereiro apresenta uma média pluviométrica inferior à de janeiro. Para o segundo mês do ano, o volume médio esperado é de cerca de 178 milímetros. Ainda assim, a reposição hídrica depende não apenas do total acumulado, mas também da frequência e da regularidade das chuvas, fatores determinantes para a recuperação da umidade do solo.

Telmo Pithan destaca que os dados pluviométricos utilizados nesta matéria podem variar significativamente conforme a localidade. Durante o verão, é comum que as chuvas ocorram de forma isolada, com diferenças relevantes de volume entre regiões próximas, o que reforça a necessidade de análise regionalizada para a avaliação dos impactos da seca.

 

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