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Projeto prevê que autores de maus-tratos arquem com tratamento de animais resgatados em Caxias do Sul

por Alice Corrêa

Proposta em análise na Câmara determina que despesas veterinárias pagas pelo poder público sejam cobradas dos responsáveis pelos maus-tratos

Foto: Rafael da Silva Carvalho/Câmara Caxias

A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul analisa um projeto de lei que endurece as consequências para quem cometer maus-tratos contra animais. A proposta altera o Código Municipal de Proteção aos Animais e prevê que os infratores sejam obrigados a ressarcir os gastos do poder público com o atendimento veterinário dos animais resgatados.

O Projeto de Lei nº 89/2025, de autoria das vereadoras Andressa Mallmann (PDT) e Daiane Mello (PL), passou pela primeira discussão nesta terça-feira (30) e ainda será submetido à segunda discussão e à votação final.

Pela proposta, sempre que houver indícios de maus-tratos, o animal poderá ser apreendido de forma cautelar, independentemente da existência de risco de morte. Após o resgate, ele será encaminhado ao Centro de Bem-Estar Animal, a uma clínica veterinária ou a outro local definido pelo município para receber os cuidados necessários.

Caso o projeto seja aprovado e sancionado, o responsável pelos maus-tratos deverá reembolsar todas as despesas relacionadas ao tratamento veterinário custeado pelo município. Os custos serão apurados em relatório técnico, acompanhado da identificação do infrator e do laudo veterinário.

Após ser notificado, o responsável terá prazo de 30 dias para efetuar o pagamento. Se a dívida não for quitada voluntariamente, o valor será inscrito em dívida ativa não tributária do município, permitindo cobrança administrativa e judicial.

O texto também estabelece que os recursos recuperados sejam destinados ao fortalecimento das políticas públicas de proteção animal, incluindo ações desenvolvidas em parceria com organizações não governamentais e associações de proteção aos animais.

As autoras da proposta afirmam que a medida busca fortalecer a responsabilização de quem pratica maus-tratos, reforçando a proteção prevista na Constituição Federal e na legislação ambiental brasileira. Segundo elas, apesar das leis já existentes, os casos de violência contra animais continuam sendo registrados com frequência, tornando necessária a adoção de mecanismos que ampliem a responsabilização dos infratores e reduzam os custos suportados pelo poder público.

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