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Marçal Rodrigues: Juruna, um entrevistador nato

por Pablo Ribeiro

No Dia do Repórter, o radialista Marçal Rodrigues, o eterno Juruna, contou suas histórias de vida no programa Conectado Perfil

Foto: Pablo Ribeiro/Tua Rádio São Francisco

Neste 16 de fevereiro, celebramos o Dia do Repórter. Este profissional responsável por transmitir fatos e informações, nos mais diversos meios de comunicação. E, para comemorar a data, o Conectado Perfil deste sábado (16) evidenciou a história de um dos maiores repórteres de Caxias do Sul: Marçal Ferreira Rodrigues, o eterno Juruna.

Ouça o programa completo:  PARTE 1 PARTE 2 PARTE 3

Desde a infância, Marçal queria ser radialista. Ele nasceu em Jaquirana, no dia 20 de maio de 1945. É filho de Antônio Manuel Rodrigues e Maria Ferreira Rodrigues. Teve seis irmãos, todos já falecidos. Marçal lembra que, à época, podia ouvir as grandes emissoras de rádio de outros estados, como a Rádio Record e Rádio Tupi. Os primeiros passos na comunicação foram dados ainda na roça. “Eu ia ajudar o meu pai a colher milho, limpar as plantas. Os rádios grandes estavam dentro de casa. Eles carregavam com a força do vento. Aos nove anos, eu peguei um sabugo de milho, fiz um microfone e entrevistei meu pai, pedindo quantos quilos de milho ele ia colher. E ele me disse que eu tinha que ser radialista”, conta.

A família mudou-se para Caxias no ano de 1957, em busca de melhores condições de vida. Com os pais doentes, Marçal viu a necessidade de ajudar em casa. “Moramos ali no ‘Burgo’, em um porãozinho. Eu pegava uma sexta com amendoim torrado e ia vender no estádio nos jogos do Juventude, e levava comida para casa”, lembra. Após essa fase, Juruna foi trabalhar na Metalúrgica Abramo Eberle, porém a comunicação já estava no sangue. “Tudo que eu pegava que era parecido com microfone, eu entrevistava o pessoal na hora do descanso (risos)”.

 

O apelido Juruna

Casado com Nizete Rodrigues e pai de seis filhos, Marçal Rodrigues fez história na comunicação caxiense, marcado pelo seu apelido, Juruna. Marçal conta que, nos anos 1980, Leonel Brizola esteve no Mato Grosso, durante campanha eleitoral. Naquela ocasião, um índio chamado Juruna entrevistou Brizola com um gravador. O político gaúcho gostou do índio e o levou para o Rio de Janeiro. Ele lançou Juruna como Deputado Federal, sendo o mais votado.

Por aqui, Mansueto Serafini fazia campanha nas Eleições para Prefeito de Caxias. Marçal ficava para cima e para baixo, na cola do político, sempre com o seu gravador, até que o ex-prefeito “deu” o apelido para Marçal. “Ele disse pra mim: ‘Deixa de ser Juruna’. E o apelido pegou, até hoje”, lembra.

 

Coberturas marcantes

Em quase 60 anos de comunicação, Juruna traz no currículo a cobertura de momentos marcantes da história do Brasil. Entre eles, o fim da Ditadura Militar, juntamente com o Jornalista Paulo Rodrigues.

Na política, em abril de 1985, Marçal viajou para Brasília para noticiar a posse do Presidente da República José Sarney e, em seguida, a morte de Tancredo Neves. “Aquela foi triste”, recorda.

Já em 1997, pela Rádio Difusora, Marçal realizou a cobertura da visita do Papa João Paulo II ao Brasil. Ele esteve  no Rio de Janeiro, juntamente com o padre Renato Ariotti e com Dom Paulo Moretto, que realizavam a cobertura pela Rádio São Francisco e Rádio Miriam. “Eu estava pilchado e com chimarrão, no meio da multidão. Todo mundo queria tomar chimarrão e saber o que era. E o padre Renato abençoando o pessoal. Ficamos na casa da irmã do saudoso Dom Paulo Moretto, e não pagamos, porque ele não quis”, lembra.

 

Reconhecimentos

Por sua atuação na comunidade caxiense, Marçal Rodrigues recebeu o Título de Cidadão Caxiense, em 2010. Além desse reconhecimento, foram muitos os prêmios que Juruna recebeu durante sua carreira:


:: 1984 - 1º Lugar em Radiojornalismo de Caxias Do Sul;
:: 1991 - Título de Cidadania;
:: 1991 - Troféu Imigrante;
:: 2006 - Homenagem da Amob Bairro Fátima (Gestão 2005 a 2007);
:: 2009 e 2010 - Troféu Sul Brasil no Segmento Entrevistador Repórter;
:: 2010 - Troféu ARI Serra Gaúcha De Jornalismo (Destaque em Radiojornalismo em reconhecimento ao trabalho desenvolvido junto à comunidade caxiense);
:: 2011 - Medalha Comemorativa aos 25 anos do CTG Campo Dos Bugres.

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