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SIAL Paris encerra edição de 2026 com forte presença brasileira e marauense

por Ana Lúcia Jacomini

Feira reuniu o setor de alimentos e bebidas entre 17 e 21 de outubro

ABPA foi uma das entidades que participou do evento
Foto: Reprodução/ABPA

A SIAL Paris 2026 encerrou nesta quarta-feira, 21/10, apóis cinco dias de programação no centro de exposições de Paris, na França. Considerada uma das principais feiras internacionais do setor de alimentos, a edição contou com a participação de 156 empresas brasileiras, reunindo indústrias, cooperativas e representantes de diferentes cadeias produtivas em busca de novos compradores e da ampliação da presença do Brasil no mercado internacional.

A participação brasileira foi articulada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, a ApexBrasil, em conjunto com entidades setoriais. Um dos principais focos esteve na proteína animal. A Associação Brasileira de Proteína Animal, ABPA – presidida pelo gaúcho e marauense, Ricardo Santin, levou 25 empresas e cooperativas ligadas aos segmentos de aves, suínos e ovos, distribuídas em quatro espaços que somaram mais de 670 metros quadrados. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, Abiec, também participou por meio do projeto Brazilian Beef, representando a cadeia da carne bovina.

Além das reuniões comerciais, os espaços brasileiros foram utilizados para encontros com compradores e representantes de diferentes mercados, apresentação de produtos e degustações. Na área organizada pela ABPA, pratos preparados com carne de frango e ovos produzidos no Brasil, em cozinha comandada pelo chef gaúcho e marauense, Marcelo Bortolon, fizeram parte da estratégia de promoção, incluindo preparações conhecidas da culinária brasileira, como frango com polenta.

A feira ocorreu em um momento de busca pela diversificação dos destinos das exportações brasileiras. Segundo dados apresentados pela ApexBrasil na abertura do evento, 74 das empresas brasileiras presentes na SIAL haviam sido afetadas, de alguma forma, pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos. Com esse cenário, a aproximação com importadores de outros países ganhou ainda mais importância para empresas que buscam reduzir a dependência de determinados mercados.

Entre as proteínas animais, uma das principais discussões durante a SIAL envolveu a possibilidade de retomada das exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia. Empresas brasileiras aproveitaram os encontros em Paris para manter contato com compradores europeus e já discutiram possíveis prazos de fornecimento caso o Brasil volte a integrar a lista de países autorizados a abastecer o bloco. O setor ainda aguarda a conclusão do processo regulatório europeu.

A presença brasileira na SIAL também foi além das grandes indústrias. A edição reuniu 14 cooperativas da agricultura familiar vinculadas ao programa Cooperar para Exportar. Os grupos apresentaram produtos como castanhas, mel e alimentos ligados à biodiversidade brasileira, buscando aproximação com importadores e novos canais de comercialização no exterior.

O tamanho da delegação acompanha a importância do agronegócio na pauta exportadora brasileira. Em 2025, o setor comercializou US$ 169,2 bilhões no mercado internacional, crescimento de 3% em relação ao ano anterior e participação de 48,5% no valor total exportado pelo país. A SIAL Paris reuniu cerca de oito mil expositores e teve expectativa de receber aproximadamente 295 mil profissionais. 

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