15 anos sem Olivía Osório: um legado eterno para a música gaúcha
Olívia Osório segue presente nas ondas do rádio, nas plataformas digitais e, principalmente, na memória dos fãs que mantêm viva a sua obra
Há exatos 15 anos, no dia 10/02/2011, a música regionalista gaúcha perdia uma de suas maiores representantes. Olívia Alves Osório, nascida em 26/10/1946, em Lagoa Vermelha, que faleceu aos 64 anos no Hospital Nossa Senhora da Oliveira, em Vacaria, vítima de câncer. Sepultada no Cemitério Municipal Santa Clara, deixou um legado artístico que ultrapassa gerações e mantém seu nome entre os grandes da cultura do Rio Grande do Sul.
Filha do gaiteiro Fernandes Osório e Constância Antunes Osório, Olívia iniciou ainda na infância a trajetória musical ao lado do irmão João Maria Osório (1945–2025), formando a dupla Irmãos Osório, conhecida como “Os Cancioneiros dos Pampas”. O primeiro trabalho foi um compacto duplo gravado em Passo Fundo, em 1966. Ao longo da carreira, a dupla lançou 12 discos e mais um compacto, emplacando sucessos como Caixão de Prata, Copo de Veneno, Comendo Erva e Cinco Letras do Teu Nome.
Após o encerramento da dupla, Olívia seguiu carreira solo, gravando dois novos discos, e em 1999, passou a integrar o Grupo Levanta Rio Grande. Na Tua Rádio Fátima de Vacaria, apresentou o programa De Bem Com A Vida por mais de 10 anos, reforçando também sua atuação como comunicadora.
Em 2010, iniciou a gravação de um novo CD que não pôde concluir devido ao tratamento de saúde. A obra foi finalizada anos depois por seu sobrinho, João Fernando Osório, e lançada em outubro de 2024, reunindo clássicos e faixas inéditas, com participação de João Maria Osório, falecido em 2025. Quinze anos após sua partida, Olívia Osório segue presente nas ondas do rádio, nas plataformas digitais e, principalmente, na memória dos fãs que mantêm viva a sua obra.
Foto: João Fernando Osório
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