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Plantio do alho avança na região Serra

por Felipe M. Padilha

As lavouras implantadas com material precoce estão com bom desenvolvimento

Foto: Rejane Paludo/Divulgação/CR

Na Serra gaúcha, o plantio das lavouras de alho segue em ritmo acelerado, favorecido pelas condições climáticas que, apesar da ocorrência de geadas de extrema intensidade, têm apresentado dias de plena insolação e secos. As lavouras implantadas com material precoce estão com bom desenvolvimento. A falta de chuva nas últimas semanas vem fazendo com que produtores intensifiquem a instalação dos sistemas de irrigação e comecem a utilizar essa tecnologia, para melhorar a germinação dos bulbilhos-semente plantados nesses últimos dias.

A precipitação escassa no mês de maio, e ainda inexistente no mês atual, deverá dificultar e até mesmo suspender a prática do plantio, caso não chova nos próximos dias, devido às restrições de operações de construção dos canteiros.Como o plantio e a colheita são manuais e demandam muita mão de obra, a contratação de empreiteiras especializadas nessas práticas é rotineira, e o custo da mão de obra teve um acréscimo em relação ao ano passado, os plantadores estão cobrando de R$ 0,30 a R$ 0,40 por metro linear de canteiro (seis linhas/canteiro).

Outra prioridade é o controle de invasoras nas lavouras emergidas. Até o momento, a sanidade da cultura é satisfatória, sem qualquer registro de fitopatias ou ataque de pragas. Com relação ao comércio, o produto da safra passada já está todo vendido, constituindo-se numa comercialização histórica da produção, face à alta precificação alcançada.

Em Vacaria, onde o plantio do alho na agricultura familiar está em plena execução, o produtor Nilmar Alexandre Borges, da localidade Capela Invernada dos Borges, efetua a semeadura em dois hectares de sua propriedade, com utilização de espécie crioula. Ele enfrentou a dificuldade do frio e da umidade para fazer o encanteiramento e acabou atrasando alguns dias o plantio.
Para a safra deste ano, Borges adquiriu implementos para facilitar as práticas e manejos agrícolas, através de investimento com recursos do Pronaf. O projeto de custeio da lavoura de alho também foi elaborado pelo escritório da Emater/RS-Ascar.
Depois de contratar mão de obra para o plantio, o produtor já garantiu a colheita desta safra, com a mesma empreiteira de serviços agrícolas que disponibiliza uma equipe com trabalhadores rurais especializados em práticas da cultura do alho.

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