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ABPA celebra reconhecimento da China ao Brasil como livre de febre aftosa

por Ana Lúcia Jacomini

Reconhecimento ocorre após longa e intensa negociação

Marauense Ricardo Santin preside a associação
Foto: Reprodução/ABPA

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou o anúncio realizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) sobre o reconhecimento do território brasileiro, por parte das autoridades chinesas,  como livre de febre aftosa, o que beneficiará diretamente a suinocultura nacional.

De acordo com o presidente da ABPA, o marauense Ricardo Santin, a medida representa um importante avanço para a consolidação da confiança sanitária construída entre Brasil e China ao longo das últimas décadas e reforça o reconhecimento internacional da robustez do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

“O anúncio também amplia as oportunidades para a cadeia produtiva brasileira de carne suína, especialmente em estados que passam a contar com o mesmo reconhecimento sanitário anteriormente concedido apenas a regiões específicas do país”, analisa.

Segundo estimativas da ABPA, a ampliação do reconhecimento sanitário para outros estados com plantas habilitadas para exportação poderá representar incremento superior a 40 mil toneladas anuais nos embarques brasileiros destinados ao mercado chinês, com impacto positivo para a geração de renda, empregos e divisas para o país.  

Antes do reconhecimento, apenas o Estado de Santa Catarina - que conta com sete plantas habilitadas para exportação à China, detinha o status  de livre de aftosa sem vacinação perante as autoridades chinesas. Agora, os estados do Rio Grande do Sul, com oito plantas, e Mato Grosso, com uma planta, também deverão ser beneficiados de maneira imediata - com a possibilidade de embarcar carnes com osso e miúdos externos (permissão exclusiva para regiões com esse status).  E novas oportunidades poderão surgir para outras unidades federativas, com potenciais futuras habilitações.

“A medida reforça a elevada confiança sanitária existente entre Brasil e China e cria condições ainda mais favoráveis para o aprofundamento das relações comerciais entre os dois países, especialmente em um momento de crescente demanda global por alimentos seguros e produzidos sob elevados padrões sanitários”, ressalta Santin.  

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