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Plantio do milho se aproxima do final no Rio Grande do Sul

por Ana Lúcia Jacomini

Na soja, a semeadura alcança 10% dos 6.645.384 hectares projetados para a safra

Foto: Divulgação/Emater

A semeadura de milho avança em ritmo diferente entre as regiões produtoras do Rio Grande do Sul. Enquanto algumas áreas estão próximas da conclusão do plantio mais cedo, outras ainda dependem da redução da umidade do solo ou serão cultivadas na safrinha. Na média estadual, o plantio alcança 80% dos 896.401 hectares previstos para a Safra 2026/2027.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater, nas lavouras já implantadas predomina o estágio de desenvolvimento vegetativo, presente em 95% das áreas, enquanto 5% estão em florescimento. O excesso de chuvas, associado às baixas temperaturas e à pouca luminosidade, tem retardado o crescimento inicial em algumas regiões, comprometendo a eficiência da adubação nitrogenada e provocando falhas de estande e necessidade de replantios pontuais.

Nas lavouras mais adiantadas seguem os tratos culturais, com destaque para a adubação nitrogenada de cobertura e o controle de plantas daninhas. De forma geral, o estado fitossanitário é considerado satisfatório, embora a umidade elevada favoreça doenças fúngicas e mantenha a necessidade de acompanhamento da cigarrinha-do-milho e de percevejos.

No milho destinado à silagem, a semeadura alcança 60% da área projetada, estimada em 369.389 hectares. A implantação ocorre de forma mais escalonada em relação ao milho para grãos. As lavouras apresentam boas condições gerais de desenvolvimento, com predomínio do estágio vegetativo, mas as baixas temperaturas também limitam o crescimento inicial.

Nas áreas entre os estágios V4 e V7, avançam os tratos culturais, especialmente a adubação nitrogenada em cobertura. A Emater projeta produtividade média de 38.392 quilos por hectare para o milho silagem.

Na soja, a semeadura alcança 10% dos 6.645.384 hectares projetados para a safra, com avanço maior na porção Oeste do Estado. As lavouras estão em emergência e desenvolvimento vegetativo. O plantio segue de forma irregular devido à elevada umidade do solo, às baixas temperaturas e à pouca luminosidade, condições que reduzem as janelas para entrada das máquinas e podem prejudicar o estabelecimento das plantas em áreas encharcadas.

Apesar da lentidão em parte do Estado, as lavouras de soja já implantadas apresentam emergência satisfatória e estandes uniformes. O avanço da semeadura depende da melhora das condições de trafegabilidade e umidade do solo. A Emater estima produtividade média de 3.183 quilos por hectare.

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