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Produtores rurais têm até 30 de junho para atualizar cadastro de animais

Baixar Áudio por Diones Pimentel

A campanha da declaração anual de rebanhos teve início nesta quarta-feira, 1º de abril, e segue até o dia 30 de junho em todo o Rio Grande do Sul

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

A campanha da declaração anual de rebanhos teve início nesta quarta-feira, 1º de abril, e segue até o dia 30 de junho em todo o Rio Grande do Sul. Em entrevista, o médico veterinário Márcio Chilante reforçou que a atualização cadastral é obrigatória para todos os produtores rurais que possuem animais de produção, como bovinos, equinos, suínos, ovinos, aves, abelhas, peixes e outras espécies de interesse econômico e sanitário. O objetivo é manter um panorama atualizado da produção animal no Estado, contribuindo diretamente para o controle sanitário e a prevenção de doenças.

Segundo Chilante, a declaração funciona como uma verdadeira radiografia do rebanho gaúcho, apontando quais espécies existem, onde estão localizadas e em que quantidade. O procedimento é fundamental para o monitoramento de enfermidades como gripe aviária, febre aftosa, brucelose e tuberculose, além de auxiliar na rápida identificação de focos em caso de surtos. No caso das aves, por exemplo, devem ser informadas todas as espécies presentes na propriedade, incluindo galinhas, patos e marrecos. Abelhas são declaradas por número de caixas, enquanto peixes entram por estimativa de açudes ou tanques.

O veterinário destacou ainda que a declaração pode ser feita de três formas: presencialmente na inspetoria veterinária, com a entrega de formulários preenchidos, ou de forma online, por meio do sistema Produtor Online, acessível por celular ou computador. Apesar da facilidade digital, a maior parte dos produtores ainda procura as unidades presenciais, como as inspetorias de Lagoa Vermelha, Caseiros, Capão Bonito do Sul, André da Rocha e Santa Cecília do Sul, que atualmente integram a área de atendimento regional.

Márcio Chilante alertou que o não cumprimento do prazo pode trazer consequências ao produtor. A ausência da declaração gera bloqueio cadastral, impedindo a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), documento indispensável para o transporte e comercialização formal dos animais. Em caso de reincidência, além da advertência, também pode haver multa. O serviço é totalmente gratuito, e a orientação é para que os produtores não deixem para a última hora, evitando transtornos e mantendo a regularidade da propriedade junto à Secretaria da Agricultura.

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