Vitória sobre si mesmo
Ele comemorou o simples “não” que saiu pela sua boca, que fora difícil, mas tinha a confirmação do seu coração. A emoção surgiu sem gritar ou exagerar, ou sem se encolher. Com palavras coerentes a voz se fez ouvir por seus lábios – depois de muito se ensaiar.
Proponho que você se afaste de você mesmo, por alguns instantes e que se olhe de longe, mais precisamente. Olhe para você, e perceba qual a sua missão, função, papel com o outro, mas principalmente, consigo mesmo. Afinal, antes de perceber o que precisa desenvolver para o outro, necessita construir internamente o seu lugar, dentro de você. E isso significa acolher suas angústias, suas aspirações, suas frustrações, ou seja, o que deu certo, que ficou coerente em si, o que necessita ser trabalhado, e olhado de outra maneira.
Afinal, é na angústia que sentimos, que escolhemos ser fortes. É no tombo que tivemos, que decidimos por novas tentativas. Assim é a vida nos dizendo que existe esperança e que a fé, mesmo que anônima, palpita em nosso íntimo.
Antes disso, as relações frias e distantes, mantidas com o outro ou com você mesmo, ocupavam lugares de proximidade. Mas você construiu algo novo com as dificuldades que teve, com a dor que necessitou transformar.
Onde os corpos estão próximos e os corações estão perdidos, as intromissões exigem urgência. Tudo isso fica a reclamar por um direcionamento. Acima de tudo, clama pelo autoconhecimento que é o senhor do recomeçar; que através dele se passa poder seguir leve e tranquilo uma nova jornada. É nesse caminho que o confiar em si mesmo, pode a novos lugares, a diferentes estares o levar.
Afinal, necessitamos aprender a ser feliz não pelo modelo do outro, mas ser feliz a nossa maneira, na essência. Esse é o verdadeiramente encontrar-se... Quando se perde o modelo de identificação que tínhamos, é hora de olhar-se dentro de si – profundamente, e descobrir novas maneiras de seguir.
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