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Cinco lições IV - Queria ter retomado o contato com os amigos!

Miguel Debiasi

A história da humanidade foi dividida em períodos, chamados Idade. Nessa divisão, a Idade Moderna abrange de 1453 (com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos) até 1789, ano do início da Revolução Francesa. Os acontecimentos que se destacam no período são o surgimento do capitalismo, das monarquias nacionais, as grandes navegações dos europeus para explorar o desconhecido, a colonização, o fortalecimento econômico, a contestação da doutrina Católica, o desenvolvimento das artes plásticas, da cultura humanista, da astronomia, engenharia, matemática, anatomia, biologia, e o início da Revolução Industrial.

A pós-modernidade segue-se ao fim do Modernismo, expressão usada para referir-se aos avanços na ciência e na arte em pouco tempo. As principais características da era pós-moderna são a industrialização, o consumismo, a liberação dos preconceitos, a liberdade de expressão, a tecnologia, a disseminação da informática, o universo digital e a facilidade de comunicação. O mundo da comunicação adquiriu suma importância sobre qualquer setor da época. Foi organizada uma estrutura de comunicação chamada rede social, pela qual pessoas, grupos ou organizações conectam-se via Internet através de computadores, tablets e smartphones compartilhando valores, objetivos, lutas, projetos comuns, etc. Há redes sociais de relacionamento, como por exemplo Facebook, Twitter, Instagram; redes profissionais como Linkedin, e outras que servem a nichos específicos, como locais ou instituições. Esse movimento tende a intensificar-se com maior participação e mobilização social.

Em continuidade à lista dos cinco arrependimentos dos pacientes terminais da enfermeira Bronnie Ware, o quarto lamento: “Queria ter retomado o contato com os amigos”. Distanciar-se dos amigos sempre é uma experiência dolorida, por romper elos vitais e condições para construir a felicidade. Para os doentes terminais, é um grande sofrimento não possuir amigos para serem solidários até mesmo na dor, na solidão, no estágio de moribundos. Aqueles que conseguiram manter amizade por toda a vida foram privilegiados, um nobre amor desprovido de vaidade, egoísmo, posse, domínio. A era pós-moderna privilegia pelas redes sociais o aumento do quadro de amizades. Porém, aqui vale o velho ditado de que quantidade não é sinônimo de qualidade. Embora esteja "bombando" gabar-se de ter "n" seguidores e "trocentos" amigos virtuais, e tais vínculos possam servir a muitos propósitos, se precisasse de alguém, poderia realmente contar com quantos? Não há virtual que substitua um bom e velho amigo, real e presente. "Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro". (Eclesiástico 6, 14).

Sobre o autor

Miguel Debiasi

Frei capuchinho. Atualmente é pároco da Paróquia Cristo Rei, de Marau, RS, e Conselheiro do Governo Provincial, eleito no dia 04 de setembro de 2014. Mestre em Filosofia e Teologia.Autor do livro Teologia da Tolerância – um novo modus vivendi cristã, publicado em 2015, pela ESTEF, Escola de Espiritualidade e Teologia Franciscana. Também escreve artigos e crônicas.

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