Abandono dentro de si mesmo
Quando não fiz mais nada para desenvolver uma relação próxima, ela não existiu; quando não realizei o plantio, nada aconteceu. Talvez porque o desejo era só meu. O desejo coletivo não existia.
Se por vezes dependo do outro, fico refém daquele olhar com ideias que puxam para uma resolução. Às vezes sigo até os pensamentos que não são meus; mas que não tenho forças para contestá-los.
Em outros momentos me sinto forte e desejo sobrepor o que considero importante para nos construirmos juntos.
Estar ligado aos meus desejos, aos meus direcionamentos, ao que realizo, é prioritário. Bem como discernir o que é importante falar, comentar, deixar claro, deve ser meu e seu também. Esse é o nosso primeiro passo.
Não se sentir compreendido, nem validado, faz parte por se deixar de lado, por não enxergar suas necessidades e possíveis direcionamentos. Deixar sua vida, sua direção nas mãos de outros não é o mais confortável.
Pode-se sentir abandono dentro de si mesmo; é nesse momento que abrir espaço para o diálogo se torna um caminho possível para resgatar reflexões; sobre o que é diferente, sobre seu jeito de ver e de se desenvolver, sobre como se construiu, inclusive. Sem dizer que necessito resgatar comigo mesmo, como me coloco, em certas ocasiões.
Nomear mais as coisas, mas antes me permitir sentir, e depois dar nome aos passos que desejo trilhar.
Assim a tristeza se sobrepunha às coisas boas que pouco a pouco aconteciam...
Sabemos que uma relação se constrói com um eu, mais outro eu. A vontade e o direcionamento de ambos, sejam amigos, colegas, parceiros de viagens, amores...
O nós, não nasce se não tiver um eu fortalecido que sabe o que quer e planeja como buscar e como se direcionar.
Essa dupla junta de mãos dadas é direção, é entendimento, é conquista, acima de tudo, é determinação em traçar objetivos e vê-los se edificando.
Você continua vibrando somente no eu, ou alcança o nós nos projetos que deseja?
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