CPI dos Pedágios força recuo do governo e adia leilão do Bloco 2 no RS
Baixar ÁudioBacchi também criticou o sistema de pedágio eletrônico Free Flow, alegando que o modelo tem gerado milhares de multas e problemas para motoristas gaúchos
O presidente da CPI dos Pedágios na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado estadual Paparico Bacchi, afirmou que o adiamento do leilão do Bloco 2 das rodovias representa uma primeira vitória da investigação conduzida pelo parlamento. Segundo ele, a comissão identificou mais de 50 possíveis irregularidades no projeto de concessão, o que levou à pressão política e técnica para suspender temporariamente o processo.
De acordo com o parlamentar, o modelo proposto pelo governo do Estado prevê contratos de pedágio por até 30 anos, com tarifas consideradas elevadas e obras que estariam superdimensionadas, como destruição de acostamentos inexistentes e substituição de pontes sem necessidade. Essas inconsistências também foram apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul.
Bacchi também criticou o sistema de pedágio eletrônico Free Flow, alegando que o modelo tem gerado milhares de multas e problemas para motoristas gaúchos. Além disso, a CPI questiona os critérios utilizados para calcular o volume de veículos nas rodovias, fator que pode impactar diretamente no valor das tarifas cobradas.
A comissão pretende ampliar as investigações e solicitar a prorrogação dos trabalhos para aprofundar a apuração das denúncias. Entre as possibilidades está a convocação do governador Eduardo Leite para prestar esclarecimentos sobre o modelo de concessão e as inconsistências apontadas no projeto.
Segundo o deputado, o objetivo da CPI é garantir mais transparência nas concessões e evitar que os gaúchos sejam submetidos a contratos considerados injustos por décadas.
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