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''Respiração acelerada e afundamento das costelas exigem atenção'', ressalta pediatra sobre bronquiolite

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O pediatra Rangel Guedes esteve na Tua Rádio Cacique para esclarecer dúvidas sobre a bronquiolite, doença que preocupa principalmente os pais de bebês nos meses mais frios

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

O pediatra Rangel Guedes esteve na Tua Rádio Cacique para esclarecer dúvidas sobre a bronquiolite, doença que preocupa principalmente os pais de bebês nos meses mais frios. Trata-se de uma infecção viral que atinge as vias respiratórias inferiores, causando inflamação e estreitamento dos brônquios e produção de secreção que dificultam a passagem do ar. O principal agente causador é o vírus sincicial respiratório, responsável por cerca de oitenta por cento dos casos, além de outros vírus como influenza, adenovírus e o próprio coronavírus. O médico alertou que os antibióticos não têm efeito sobre a doença, pois não combatem vírus.

Os sintomas iniciam de forma semelhante a uma gripe comum, com coriza, tosse e febre baixa ou esporádica. Os pais devem ficar atentos aos sinais de agravamento que incluem respiração acelerada, afundamento das costelas ao respirar, batimento rápido das narinas, chiado no peito, recusa à alimentação, sonolência excessiva e coloração arroxeada nos lábios e extremidades. A doença é mais grave em bebês menores de seis meses, pois seus brônquios são ainda mais estreitos e o sistema imunológico está em formação. Cerca de um a cada três crianças infectadas necessita internação, e parte destas pode precisar de cuidados em UTI.

A prevenção é o caminho mais eficaz e conta com vacina disponível gratuitamente pelo SUS, aplicada na gestante a partir da vigésima oitava semana de gestação, transferindo proteção ao bebê que dura até os seis meses de vida e reduzindo em cerca de cinquenta por cento os casos graves. Existe também proteção específica para bebês de risco. Outras medidas fundamentais incluem evitar visitas e aglomerações nos primeiros meses de vida, higiene nasal com soro fisiológico, amamentação exclusiva que reduz em até noventa por cento a gravidade dos casos, manter ambientes arejados e evitar contato de pessoas doentes com o bebê. O tratamento é de suporte, com hidratação, alívio dos sintomas e, quando necessário, oxigênio, sendo a própria imunidade da criança quem elimina o vírus.

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