Passo Fundo integra estudo nacional da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Butantan
Instituto Méderi foi um dos centros responsáveis pela pesquisa clínica que embasa o avanço do imunizante brasileiro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) finalizou a avaliação técnica da Butantan-DV, primeira vacina contra a dengue produzida totalmente no país, e firmou um Termo de Compromisso com o Instituto Butantan para continuidade do monitoramento e entrega de dados complementares até o registro definitivo.
O desenvolvimento nacional do imunizante teve participação direta de Passo Fundo. O Instituto Méderi integrou um dos estudos clínicos da vacina, que contou com mais de 16 mil voluntários em diversas regiões do Brasil. No município, o médico Dr. Julio Stobbe acompanhou o estudo, fazendo o monitoramento dos participantes e conduzindo os atendimentos relacionados à pesquisa.
A diretora do Instituto Méderi, Keyla Deucher, afirma que a atuação local reforça a posição de Passo Fundo no cenário científico regional e contribui para avanços em um dos principais desafios epidemiológicos do país. “A presença de Passo Fundo neste estudo evidencia nossa capacidade de produzir conhecimento e de participar de iniciativas com impacto nacional e internacional. A comunidade tem motivo para se orgulhar, especialmente pela adesão dos voluntários, que já receberam a vacina e estão imunizados”, destaca.
A Butantan-DV é uma vacina tetravalente, voltada para os quatro sorotipos do vírus da dengue, indicada para pessoas de 12 a 59 anos e aplicada em dose única. Informações da Anvisa apontam eficácia global de 74,7% contra a doença sintomática e um perfil de segurança favorável, com registros de efeitos adversos leves ou moderados, como fadiga, dor de cabeça e exantema.
Com a conclusão da fase técnica, o Ministério da Saúde já sinalizou que a vacina poderá integrar o Programa Nacional de Imunizações (PNI) após o encerramento dos procedimentos regulatórios. A previsão é de que o imunizante seja ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a partir de 2026, conforme a capacidade de produção do Instituto Butantan.
O Termo de Compromisso firmado com a Anvisa determina acompanhamento contínuo, envio de informações adicionais e monitoramento pós-comercialização, garantindo a manutenção dos critérios de segurança e eficácia ao longo da ampliação do uso da vacina.
*Propósito Comunicação
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