Aumento de viroses no verão acende alerta para prevenção e cuidados com a saúde
Baixar ÁudioDe acordo com o Dr. Gilberto, o aumento de casos no litoral está relacionado, principalmente, à contaminação da água e dos alimentos, além da maior aglomeração de pessoas
Durante o programa Temática, da Tua Rádio Cacique, o médico infectologista Dr. Gilberto Barbosa, integrante do Corpo Clínico do Hospital São Vicente de Paulo, falou sobre o aumento dos casos de viroses nesta época do ano e reforçou orientações importantes de prevenção, especialmente para quem viaja durante as férias de verão.
Segundo o especialista, o termo “virose” é amplo e engloba diversas infecções causadas por vírus, principalmente as que atingem o sistema respiratório e o trato digestivo. No verão, as mais comuns são as gastroenterites virais, caracterizadas por sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, mal-estar e desidratação.
De acordo com o Dr. Gilberto, o aumento de casos no litoral está relacionado, principalmente, à contaminação da água e dos alimentos, além da maior aglomeração de pessoas. “A água pode se contaminar facilmente com vírus, seja para consumo ou em locais de banho. Além disso, a transmissão pelas mãos é muito frequente, o que facilita a disseminação dentro das famílias”, explicou.
O médico destacou que, na maioria dos casos, as viroses intestinais são autolimitadas e duram entre três e cinco dias. O principal cuidado inicial deve ser a hidratação adequada, preferencialmente com soro oral, já que apenas água não repõe os sais minerais perdidos. A orientação é procurar atendimento médico em casos de febre persistente, vômitos ou diarreia intensos, sinais de desidratação ou quando os sintomas atingem grupos mais vulneráveis, como crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas.
O infectologista também chamou atenção para a diferença entre infecções virais e bacterianas. Febre prolongada, dor abdominal intensa, diarreia com sangue ou pus e sintomas que se estendem por mais de cinco dias podem indicar infecção bacteriana, exigindo avaliação médica.
Como forma de prevenção, o Dr. Gilberto reforçou a importância da higienização frequente das mãos, do consumo de água potável, do cuidado com alimentos mal conservados e da atenção ao uso de gelo em bebidas. Outro ponto destacado foi a vacinação contra o rotavírus, fundamental na infância. “A vacina teve um impacto muito significativo na redução de internações e mortes por gastroenterites em crianças no Brasil”, ressaltou.
Por fim, o médico reforçou que a prevenção é sempre o melhor caminho. “Cuidados simples, como higiene das mãos e atenção à água e aos alimentos, fazem muita diferença para evitar a disseminação das viroses”, concluiu.
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