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Marau é destaque em atendimentos do SUS-Gaúcho

por Julia Xavier

HCR realizou aproximadamente 200 cirurgias de joelho

Foto: Divulgação

O município de Marau é destaque em atendimentos do SUS-Gaúcho, programa que tem como objetivo reduzir filas históricas do SUS ao viabilizar cirurgias eletivas aguardadas há anos, com prioridade para áreas com maior necessidade. 

Nesse contexto, no mês de dezembro, o Hospital Cristo Redentor realizou aproximadamente 200 cirurgias de joelho, um número considerado histórico para a instituição e para a região norte do Rio Grande do Sul.

A cirurgia do joelho representa hoje a maior demanda dentro do SUS gaúcho. Casos de artrose avançada, que exigem prótese total de joelho, além de lesões de menisco e ligamentos, compõem uma fila extensa, com pacientes que aguardavam por procedimentos há mais de uma década.

Em Marau, a maior parte das cirurgias realizadas pelo SUS-Gaúcho foi de próteses de joelho, seguida por cirurgias para tratamento de lesões meniscais e ligamentares. Os procedimentos, segundo a instituição, devolveram mobilidade, autonomia e qualidade de vida a pacientes que, em muitos casos, já não conseguiam mais caminhar devido à dor e à limitação funcional.

Atuação Grupo do Joelho

O mutirão do SUS-Gaúcho em Marau foi coordenado pelo chefe do Grupo do Joelho, Dr. Márcio Mezzomo, com a atuação do cirurgião Mário Augusto Lopes e dos cirurgiões em treinamento Arthur Hartmann e Eduardo Barbieri.

Segundo o Dr. Márcio Mezzomo, o impacto humano do programa é o aspecto mais marcante de todo o processo. “Devolver o caminhar às pessoas é o maior resultado”, afirma Dr. Márcio Mezzomo. “Nós conseguimos ajudar pessoas que aguardavam há até 14 anos por uma cirurgia de joelho. Pessoas que não caminhavam mais, que viviam com dor constante e limitações severas, hoje voltaram a andar. Isso é extremamente gratificante.” 

Ele ressalta que todos os pacientes que apresentaram condições clínicas adequadas e que receberam liberação cardiológica foram operados, sem exceção. “Todos os pacientes triados foram operados. Em cerca de 30 dias, realizamos aproximadamente 200 cirurgias. Isso demonstra que o SUS, quando bem planejado e bem executado, funciona.”

Atendimentos

O SUS-Gaúcho em Marau atendeu os municípios da Coordenadoria Regional de Saúde de Passo Fundo. A organização do fluxo ocorreu em conjunto com as secretarias municipais de saúde, garantindo critérios técnicos, equidade no acesso e transparência no processo de seleção dos pacientes.

Segundo o HCR, o sucesso do SUS-Gaúcho em Marau está diretamente ligado ao apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da Secretaria Estadual da Saúde, liderada pela secretária Arita Bergman, com a participação no planejamento e em investimentos estruturais fundamentais para o fortalecimento da instituição, como a aquisição de arco cirúrgico e a implantação da CTI, que em breve será inaugurada.

Continuidade do programa 

Diante do sucesso do mutirão, o Governo do Estado autorizou a continuidade do SUS-Gaúcho em Marau por mais quatro meses, com a realização de 40 novas cirurgias de joelho ao longo de 2026. Com isso, o Hospital Cristo Redentor alcançará a marca de 240 cirurgias realizadas exclusivamente pelo SUS-Gaúcho.

Uma nova triagem de pacientes será realizada, e o hospital entrará em contato com os municípios da Região 17 da Coordenadoria de Passo Fundo, garantindo a continuidade do atendimento à população que ainda aguarda na fila do SUS.

50 anos do Hospital Cristo Redentor

O SUS-Gaúcho ganha ainda mais significado em 2026, ano em que o Hospital Cristo Redentor completa 50 anos de história. Para o Dr. Márcio Mezzomo, que além de médico e chefe do serviço de ortopedia e cirurgia do joelho é também vice-presidente da instituição, o momento representa um ciclo de gratidão.

“Esse programa é uma forma de agradecer tudo o que Marau, o hospital e o Estado do Rio Grande do Sul me proporcionaram. É um orgulho enorme ver esse ecossistema do bem funcionando.”

Durante o mutirão, o hospital disponibilizou cardiologistas, exames laboratoriais, exames de imagem como ressonância, além de leitos privativos e semiprivativos. Os pacientes do SUS-Gaúcho receberam exatamente o mesmo padrão de atendimento e os mesmos materiais utilizados pelos pacientes privados, sem qualquer distinção.

 

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