Alerta de El Niño com chuvas acima da média previstas para a entrada do inverno no Sul reforça a importância de preparo para eventos climáticos
Há dois anos da maior enchente do RS, especialista defende engajamento comunitário para decidir medidas mais eficazes de reação
As chuvas extremas ocorridas no Rio Grande do Sul em abril e maio de 2024 foram impulsionadas pela fase final de um El Niño forte, que intensificou o jato subtropical e favoreceu a permanência de frentes frias estacionárias sobre o estado. Embora o El Niño tenha atuado como um propulsor, a magnitude do desastre resultou da combinação de múltiplos fatores, incluindo o aquecimento anormal do Atlântico tropical sul e um bloqueio atmosférico no Pacífico Sul que manteve a instabilidade persistente. Essa conjunção de fatores oceânicos e atmosféricos criou um ambiente favorável a acumulados pluviométricos extremos, reforçando a necessidade de um monitoramento integrado.
Agora há um novo alerta do INMET para o trimestre de maio a julho de 2026, com a previsão climática que indica maior probabilidade de chuvas acima da média no Rio Grande do Sul.
A pesquisadora do Grupo de Pesquisa City Living Lab da UCS, Vanessa Roveda, concedeu entrevista ao programa Temática quando ampliou o assunto. Confira o conteúdo completo em áudio (acima).
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