Júri condena mandantes da morte de Neusa e Ana Paula Rapkievicz em Casca
Somadas, as penas passam de 90 anos de prisão
Foto: Tatiana Tramontina/Agência RBS
O Tribunal do Júri de Casca condenou, na madrugada desta quinta-feira, 21/05, pai e filho acusados de serem os mandantes das mortes de Neusa Maria Rapkievicz, de 56 anos, e Ana Paula Rapkievicz, de 32 anos. O julgamento encerrou por volta das 2h20.
Vanderlei Tickz foi condenado a 52 anos e seis meses de prisão. Já Davide Tickz recebeu pena de 41 anos de reclusão. Somadas, as condenações chegam a 93 anos. Os jurados reconheceram as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público, resultando na condenação por duplo homicídio qualificado.
O júri teve início na manhã de quarta-feira, 20/05, e foi presidido pelo juiz Alexandre Passos Vieira. Conforme a denúncia do Ministério Público, mãe e filha foram mortas a tiros no dia 14 de junho de 2020, quando retornavam para casa, na comunidade Geral Velha, no meio rural de Casca. A acusação sustentou que o crime teria sido planejado previamente e motivado por conflitos familiares.
Entre os fatores apontados no processo estão disputas patrimoniais e divergências envolvendo a guarda de uma criança, neta e sobrinha das vítimas. O Ministério Público também sustentou que os acusados teriam contratado executores mediante pagamento de pelo menos R$ 20 mil, além de fornecer apoio logístico, transporte, hospedagem e armamento. Os três homens apontados como executores do crime foram condenados em julgamento realizado em abril, com penas que variam entre 28 e 49 anos de reclusão.
Outro ponto apresentado pela acusação relaciona o crime a questionamentos feitos pelas vítimas sobre a morte da ex-companheira de um dos réus, registrada anteriormente como suicídio. O processo envolvendo um sexto acusado, também apontado como participante da execução, ainda aguarda definição judicial para julgamento.
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