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Nutricionistas detalham critérios técnicos na elaboração do cardápio da alimentação escolar

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A alimentação escolar da rede municipal de Lagoa Vermelha segue critérios rigorosos definidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar

Foto: Diones Pimentel/ Tua Rádio

A alimentação escolar da rede municipal de Lagoa Vermelha segue critérios rigorosos definidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar. Em entrevista, as nutricionistas Cristiane Luzzi, Silmara Mariosa e Emerson Soligo explicaram que os cardápios são elaborados conforme a faixa etária dos alunos, contemplando berçário, maternal, pré-escola e ensino fundamental, tanto para turno integral quanto para turno único. Para estudantes em período integral, a alimentação deve suprir 70% das necessidades de macronutrientes e micronutrientes diários, enquanto para turno único o percentual é de 30%.

O planejamento é realizado semanalmente, levando em consideração as exigências nutricionais, a legislação vigente e a disponibilidade de alimentos, especialmente os oriundos da agricultura familiar. Atualmente, 47% dos produtos adquiridos pelo município vêm desse setor, superando o mínimo de 45% exigido por lei. A maior parte dos fornecedores é vinculada à Coolaf, embora também haja participação de produtores individuais e cooperativas de outros municípios quando necessário. A aquisição ocorre por meio de chamada pública específica para agricultura familiar e pregão eletrônico para os demais gêneros.

As nutricionistas destacam que a merenda escolar evoluiu significativamente nos últimos anos, principalmente após a resolução de 2020 que restringiu alimentos ultraprocessados e priorizou itens in natura ou minimamente processados. Isso representa um desafio, já que muitas crianças chegam à escola com hábitos alimentares baseados em produtos industrializados. Segundo a equipe, a aceitação varia conforme a escola e o perfil dos alunos. Alimentos como legumes e verduras nem sempre são bem recebidos inicialmente, mas o trabalho contínuo de incentivo por parte de merendeiras, professores e colegas ajuda na adaptação e na formação de novos hábitos.

Outro ponto abordado foi a atenção às restrições alimentares. Alunos com alergias ou intolerâncias precisam apresentar laudo médico, e a equipe adapta o cardápio conforme cada caso, oferecendo, por exemplo, leite sem lactose ou fórmulas específicas. Também há acompanhamento nas escolas para orientar as merendeiras e avaliar a aceitação das refeições. As nutricionistas reforçam que o sucesso da alimentação escolar depende do envolvimento das famílias, que devem manter em casa hábitos compatíveis com o que é trabalhado na escola, garantindo assim um esforço conjunto em prol da saúde e do desenvolvimento das crianças.

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