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Sarandiense é selecionada para doação de Medula Óssea

por João Lima

Com a intenção de salvar vidas Aline realizou um ato simples, que se tornou uma grande esperança.

Foto: Divulgação

Muitas vezes você já deve ter ouvido falar sobre a necessidade de ser doador um doador voluntário de medula óssea. Quantas dúvidas surgiram e quantas perguntas sobre o tema não foram feitas. Esta incerteza, ou desconhecimento, pode terminar com a esperança de uma família inteira.

De acordo com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) o transplante de medula óssea pode beneficiar o tratamento de cerca de 80 doenças em diferentes estágios e faixas etárias. O fator que mais dificulta a realização do procedimento é a falta de doador compatível, já que as chances de o paciente encontrar um doador compatível são de 1 em cada 100 mil pessoas, em média.

Em 2014 uma campanha em busca de doadores compativeis, realizada nas redes sociais e que se estendeu por municípios da região norte do Rio Grande do Sul, despertou a solidariedade da sarandiense Aline Piangers Tolotti. Com a intenção de salvar vidas ela realizou um ato simples, que se tornou uma grande esperança.

É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos hemocentros localizados em todos os estados do país. Uma pequena amostra de sangue será coletada para ser incluída do Redome. As informações dos pacientes que necessitam de transplante são incluídas no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme). Os doadores são cadastrados no Redome. Os dados dos dois registros são cruzados para verificar a compatibilidade entre pacientes e doadores. Essa busca é automática.

Em dezembro de 2015, uma ligação deu início a um novo capítulo. Um número estranho e a sensação de precisar atender a ligação. Do outro lado da linha um agente do Redome avisa Aline que um paciente compatível aguarda uma doação. “Foi um momento emocionante, era próximo ao natal e eu só pensava que seria o melhor presente que alguém poderia ter ganho, salvar uma vida”, conclui Aline.

Existem duas maneiras de realizar a doação. Uma delas é um procedimento que se faz em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. A outra, utilizada por Aline, é chamada de coleta por aférese. Neste caso, o doador faz uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco (células mais importantes para o transplante de medula óssea) circulantes no seu sangue. Após esse período, a pessoa faz a doação por meio de uma máquina de aférese, que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários para o paciente. Não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia. A decisão sobre o método de doação mais adequado é exclusiva dos médicos assistentes, tanto do paciente quanto do doador, e será avaliada em cada caso.

Devido ao cadastro de confidencialidade, Aline ainda não conhece a pessoa que recebeu o transplante. As poucas informações dão conta de que o paciente não mora no Brasil, e está se recuperando.

Engajada em encontrar voluntários para o cadastro, a sarandiense pretende realizar campanhas de conscientização para despertar na população  a importância de um grande gesto de amor ao próximo. Para Aline, a emoção sentida não poderia ser trocada por prêmio algum. “Salvar vidas é para almas nobres, e essa é das mais belas marcas da minha vida”, finaliza.

Para se tornar um doador de medula óssea é necessário ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

 

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