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Safra de uva 2025/2026 registra uma das maiores produções da história de Veranópolis, com 18 mil toneladas

por Alessandra Bernardi

A avaliação é da EMATER, com base nos números levantados nas últimas safras do município

Foto: Divulgação

A safra de uva 2025/2026 está entre as maiores já registradas em Veranópolis. A avaliação é da EMATER, com base nos números levantados nas últimas safras do município. Segundo o chefe do escritório municipal da entidade, Douglas Corso, os dados históricos de produtividade e volume colhido apontam que o ciclo atual superou os resultados recentes e ficou acima da média registrada nos últimos anos.

Atualmente, Veranópolis conta com aproximadamente 650 hectares cultivados com videiras. A produção média alcançou cerca de 28 mil quilos por hectare, resultando em aproximadamente 18 mil toneladas de uva colhidas nesta safra. De acordo com Corso, o desempenho superou as expectativas iniciais, que já indicavam crescimento entre 10% e 15% em relação à safra anterior, que também havia sido considerada acima da média.

“A avaliação é extremamente positiva. Pelos nossos registros, se configura uma das maiores safras já registradas no município”, destacou.

O município mantém uma produção diversificada. Entre as principais variedades produzidas estão Cabernet, Merlot e Chardonnay, utilizadas na produção de vinhos, além de Isabel, Bordô, Niágara e Concord, destinadas principalmente à produção de sucos e ao consumo in natura.

A produção abastece cooperativas, agroindústrias familiares e vinificações próprias dos produtores. Conforme Corso, atualmente o principal destino da uva produzida no município é o segmento de sucos.

As condições climáticas tiveram influência direta no resultado positivo da safra. O inverno de 2025 registrou cerca de 400 horas de frio, seguido de uma primavera com temperaturas mais amenas. Segundo a EMATER, esses fatores prolongaram o ciclo da videira e atrasaram o início e o fim da colheita. Apesar do atraso no calendário tradicional, a situação foi considerada benéfica para a produtividade e qualidade da fruta.

O excesso de chuva registrado até dezembro gerou preocupação inicial e provocou danos em alguns parreirais da região. No entanto, a redução das chuvas após a virada do ano favoreceu a sanidade das uvas durante o período de colheita.

Mesmo com o encerramento da colheita, os produtores já iniciaram os preparativos para o próximo ciclo produtivo. Entre as atividades realizadas estão poda antecipada, recuperação estrutural de parreirais danificados, troca de postes e arames, além de análises de solo.

A poda antecipada vem sendo adotada por muitos produtores devido à escassez de mão de obra no campo. Segundo a EMATER, a prática também pode auxiliar no retardamento da brotação, reduzindo riscos de prejuízos causados por geadas tardias.

Os trabalhos devem se intensificar nos meses de junho e julho, período tradicional da poda seca nos vinhedos da região.

Assista aqui a entrevista com o chefe de escritório da EMATER de Veranópolis, Douglas Corso.

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