“Os problemas vividos no dia a dia do produtor são os mesmos que enfrentamos na cooperativa e no sindicato'', destaca presidente da Coolaf
Baixar ÁudioSegundo Carina, sua missão é buscar alternativas, apoio e soluções para fortalecer quem produz
Liderada por Carina da Silva, a COOLAF, (Cooperativa Lagoense da Agricultura Familiar), reúne hoje 64 famílias de agricultores associados e oferece mais de 80 tipos de produtos da agricultura familiar, com destaque para hortifrutigranjeiros, panificados, carnes e conservas. A cooperativa atende 100% da demanda de produtos locais na alimentação escolar de Lagoa Vermelha e também fornece para Capão Bonito do Sul, Vacaria e outros municípios da região. Com o mercado regional já consolidado, a direção investe em parcerias para chegar a outras regiões: hoje já entrega alimentos em Porto Alegre, na região metropolitana e no Hospital Conceição, por meio de redes centrais de cooperativas, e já trabalha para abrir mercado também em Santa Catarina. “Quando a região está atendida, precisamos buscar novos espaços para que mais famílias possam comercializar sua produção. A parceria com outras cooperativas é fundamental, pois sozinhos não teríamos estrutura para chegar a mais de 300 pontos de entrega só na capital”, explicou Carina.
Ela também anunciou que assumirá oficialmente, no dia 1º de julho, a presidência do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Lagoa Vermelha e Capão Bonito do Sul, cargo que vai acumular com a gestão da cooperativa. Com longa trajetória no movimento sindical e cooperativista, e passagem pela FETAG, ela destaca que conhece de perto os desafios do campo, como clima, preços e questões legais. “Os problemas vividos no dia a dia do produtor são os mesmos que enfrentamos na cooperativa e no sindicato. Minha missão é buscar alternativas, apoio e soluções para fortalecer quem produz”, afirmou. Atualmente, a COOLAF está com inscrições abertas para novos associados, mas só amplia o quadro conforme surgem contratos e demandas, para garantir que cada produtor tenha volume suficiente para tornar a atividade viável.
Apesar do crescimento, existem obstáculos: por regras sanitárias estaduais, produtos como carne e peixe ainda não podem ser comercializados fora do município, o que já causou a interrupção de vendas importantes para a região metropolitana. Outro ponto é a participação em feiras como a Expointer, embora haja espaço oferecido pelo Estado, a dificuldade está em manter produção suficiente para atender simultaneamente a feiras e aos contratos regulares, além dos custos elevados de transporte e logística.
Comentários