Homem é condenado a 32 anos de prisão por feminicídio em Marau
Tribunal do Júri aconteceu nesta terça-feira, 11/08
Foto: Eduardo Cerri/Tua Rádio Alvorada
Gabriel dos Santos Formagini, de 23 anos, foi condenado a 32 anos de prisão pelo feminicídio de Cintia Mara Rodrigues Seixas, de 21 anos. O julgamento foi realizado nesta terça-feira, 11/08, em Marau, e a pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
O júri foi presidido pela juíza Margot Cristina Agostini. A acusação ficou a cargo do promotor de Justiça Bruno Bonamente, enquanto a defesa foi realizada pela Defensoria Pública, com atuação do defensor Elizandro Todeschini.
Gabriel e Cintia eram namorados e, conforme apresentado durante o processo, tinham histórico de brigas. A jovem foi assassinada em março de 2025, na noite em que estava voltando a morar com o então namorado.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), Cintia foi agredida, especialmente na região da face e da cabeça. Na sequência, o réu deixou a jovem no chuveiro enquanto conversava com outro homem à porta e, posteriormente, retornou e desferiu três golpes de faca no pescoço da vítima.
O Conselho de Sentença reconheceu o crime de feminicídio com as circunstâncias de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Durante o julgamento, a defesa sustentou teses para afastar a caracterização do feminicídio e também alegou que o réu teria agido mediante injusta provocação da vítima. As teses não foram acolhidas pelos jurados.
Conforme o promotor Bruno Bonamente, a acusação buscou demonstrar durante o júri que a morte ocorreu em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher. “A defesa pretendia dizer que não foi um feminicídio, mas um homicídio simples, que a Cintia não foi morta por uma condição de ser mulher em situação de violência doméstica e familiar. Queria também dizer que o réu teria agido mediante injusta provocação dela. O Ministério Público conseguiu trazer esse sentimento de justiça para a comunidade”, afirmou.
Cintia foi dada como desaparecida no dia 14 de março de 2025, quando familiares procuraram a Polícia Civil. O corpo da jovem foi posteriormente localizado em uma área de matagal na Linha 25, interior de Marau. Na época, Gabriel confessou o crime.
Além da acusação de feminicídio, o réu respondia por ocultação de cadáver. Nesta imputação, foi absolvido pelo Conselho de Sentença.
Fonte: MP/RS
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