Ovinos têm comercialização intensificada no Rio Grande do Sul
Informação é da Emater que avalia, também, outras criações
A demanda por ovinos destinados ao abate para as festas de fim de ano cresce no Rio Grande do Sul, o que tem intensificado a comercialização de lã e de animais. Conforme o mais recente Informativo Conjuntural da Emater, os rebanhos apresentam condição corporal e sanitária adequadas, e a temporada de tosquia segue em andamento. Em algumas regiões, a menor oferta tem elevado os preços. Os produtores organizam lotes para as feiras e exposições da primavera, com prioridade para o controle de verminoses e a tosquia de animais adultos.
Na região de Passo Fundo, a oferta de alimentos e as temperaturas favoreceram o bem-estar dos rebanhos. A lã bruta manteve baixa valorização, com poucos compradores e preços próximos de R$ 2,00/kg, enquanto a procura por carne aumentou. O campo nativo no Estado encontra-se em fase de desenvolvimento vegetativo, com aumento na oferta e na qualidade da forragem. As pastagens perenes apresentam bom estabelecimento inicial, embora áreas mais secas tenham limitações no rebrote. Os produtores evitam o sobrepastejo enquanto aguardam chuvas mais consistentes.
Já as pastagens anuais são as mais afetadas pela falta de umidade. Capim-sudão e milheto implantados em setembro tiveram desenvolvimento abaixo do esperado, e áreas recém-estabelecidas apresentam redução no crescimento. As precipitações registradas não foram suficientes para normalizar o desempenho das forrageiras, e a implantação de novas áreas depende de chuvas regulares.
Na bovinocultura de corte, o escore corporal dos animais segue dentro do previsto para o período. A condição sanitária é considerada adequada, com intensificação do controle de ectoparasitas. O mercado mantém tendência de valorização típica da entressafra, influenciada pela transição entre pastagens de inverno e início das pastagens de verão. A continuidade do tempo seco reduz a oferta de animais terminados, o que sustenta as altas graduais nos preços.
Na bovinocultura de leite, o estado corporal e a sanidade dos rebanhos permanecem adequados. O clima mais seco favoreceu o controle de mastites e ectoparasitas, embora tenha aumentado a incidência de moscas e carrapatos em algumas propriedades. A transição entre pastagens de inverno e verão levou ao reforço alimentar com concentrados.
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