Pergunta sem resposta
Nem todo questionamento pode ser esclarecido, solucionado, respondido. Alguns permanecem na obscuridade por longo tempo ou até para sempre.
Mas toda indagação deve ter a possibilidade de encontrar uma resposta, uma solução. Deve sair do “nem vou perguntar” e dar a possibilidade de se manifestar.
Às vezes, a resposta vem do outro, aí estamos à mercê do seu retorno. No entanto, na maioria das ocasiões, a dúvida que paira em nós, tem a resposta bem próxima (dentro de nós). É ali que necessitamos ficar atentos e construir nossas próprias respostas.
Em um determinado dia me sentia estranha ao entrar em contato com tantas perguntas e não ter entendimentos, ou, respostas. Não sabia como me dirigir, nem como solucionar aquilo que palpitava internamente.
Vasculhei os caminhos que se construíram dentro de mim. Revisitei lugares, pessoas e endereços.
Me ver nas sombras, me fez querer olhar tudo novamente. Assim o fiz, inúmeras vezes, até sair da obscuridade.
Silêncios, ausências e solidões também são questionamentos. Também nos remetem a indagações, a dúvidas. Assim, a sequência do que somos e como somos vai se formando e transformando no decorrer da nossa vida.
Aplaudo Rainer Maria Rilke, que deixou registrado “Ame as perguntas por si só”. Sim, são os questionamentos que nos movem. Que nos levam ao encontro de novos caminhos, novos entendimentos, novos direcionamentos, novas buscas.
E você cresce e se desenvolve mais com questionamentos ou com respostas?
Fica claro que precisamos nos olhar; nos desnudar diante de nós mesmos e ali ficar, com nossas próprias conclusões. Olhar para cada pergunta que fazemos, e para cada resposta dita ou não, que fica silenciada em nós.
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