Inverno: confira o impacto do frio na alimentação e saúde
A diminuição do consumo de água também é observada pelos especialistas neste período
No outono e no inverno, estações que apresentam condições climáticas de baixas nos termômetros, o corpo acaba por sentir os impactos destas mudanças, com a baixa da imunidade, quadros gripais, entre outras condições que se agravam em decorrência do frio. É possível notar que as baixas temperaturas afetam em outros pontos a vida das pessoas, como uma maior tendência pela procura de alimentos mais calóricos e gordurosos, a menor ingestão de água e o aumento da fome.
Em decorrência destes sintomas que podem ser observados é possível constatar o poder que alimentação apresenta na vida. Por meio da alimentação é possível nutrir o corpo e manter a imunidade suprida com vitaminas e minerais, que são necessários para o combate e prevenção de doenças.
Uma alimentação equilibrada é fundamental para que o sistema imunológico consiga se manter funcionando bem. Como afirma a nutricionista Caroline Girardi Farenzena, “Deficiências nutricionais, como falta de zinco, vitamina C, vitamina D ou ferro, podem enfraquecer a imunidade e aumentar o risco de gripes, resfriados e outras doenças.”
Para uma manutenção da imunidade é importante o consumo de fontes de vitamina C, por meio de frutas como laranja, acerola, limão, kiwi, morango; fontes de zinco, por meio da castanha-do-pará, carne, feijão e grão-de-bico; fontes de vitamina D, por meio de peixes como salmão, sardinha, ovo (gema), cogumelos, e por meio da exposição à luz solar; alimentos antioxidantes como frutas vermelhas, cenoura, abóbora, cúrcuma e gengibre. Além deste, o consumo de Probióticos e prebióticos, como iogurtes naturais, kefir, kombucha, além de fibras como aveia, banana e alho, que são muito recomendados pois um “intestino saudável é igual a uma imunidade forte”, afirma a nutricionista.
No período de inverno existe uma sensação maior de fome, devido o corpo necessitar de mais energia para se manter aquecido. Mas o aumento no gasto calórico é pequeno na maioria dos casos devido as pessoas estarem em ambientes aquecidos e não nos expostos ao frio extremo. “A ideia de “comer mais no inverno” muitas vezes está mais ligada ao apetite emocional e ao conforto do que a uma real necessidade fisiológica”, diz a nutricionista.
Desta maneira é necessário que haja um cuidado com a alimentação diária, mantendo-a equilibrada, evitando exageros em alimentos gordurosos e ultra processados, é interessante a escolha por alimentos que tragam conforto térmico e que sejam saudáveis.
Outro ponto que é muito observado nos períodos frios do ano pelos especialistas, é a diminuição do consumo de água. Mas como a nutricionista alerta é importante manter uma hidratação, mesmos que com menos sede. “Mesmo que a sensação de sede diminua no inverno, o corpo continua precisando de água para manter as funções vitais, hidratar as mucosas (que protegem contra vírus e bactérias) e regular o metabolismo.” Uma dica da nutricionista é sempre ter a garrafinha de água junto, consumir chás, caldos e até frutas ricas em água (como laranja, morango e melancia).
DICAS DA NUTRICIONISTA CAROL PARA OS PERÍODOS GELADOS DO ANO:
- Aposte em sopas nutritivas, com legumes, proteínas (frango, carne, ovos, grão-de-bico) e pouco sal.
- Inclua especiarias que aquecem e fortalecem, como gengibre, cúrcuma, pimenta e canela.
- Prefira alimentos da estação, que são mais frescos, baratos e ricos em nutrientes.
- Não esqueça dos chás naturais, que aquecem e hidratam — como chá de gengibre, hortelã, camomila, canela e limão.
- Evite o excesso de doces e massas, que são mais tentadores no frio, mas podem levar ao ganho de peso e queda da imunidade.
- Mantenha uma boa hidratação, com água, caldos e chás.
- Aproveite o inverno para cozinhar mais em casa, com preparações caseiras, nutritivas e aconchegantes.
Comentários