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Novo prefeito de Farroupilha afirma que administração dialogará mais com a comunidade

Baixar Áudio por Daniel Lucas Rodrigues

Em entrevista, Pedro Pedroso (PSB) ressalta que ações governamentais estarão direcionadas para a economia das verbas públicas. Ele ainda comenta sobre sua relação com o prefeito cassado Claiton Gonçalves (PDT)

Foto: Divulgação

O município de Farroupilha passou por um processo de impeachment no último sábado (15/05). 10 dos 15 vereadores decidiram pela cassação do então prefeito Claiton Gonçalves (PDT), em uma sessão que iniciou às 13h e seguiu até às 20h50min. Com a aprovação do afastamento, o vice-prefeito Pedro Pedroso (PSB) assumiu a liderança do Executivo municipal. Em entrevista à Tua Rádio São Francisco, ele contou como será o trabalho frente à comunidade farroupilhense nesses sete meses que terá para governança.

Há cinco dias no cargo, Pedroso afirma que as ações estão direcionadas para a economia nos cofres públicos, uma vez que prevê uma crise financeira em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Em conjunto com as outras secretarias, houve uma determinação para agrupar algumas pastas e eliminar cargos públicos considerados onerosos. No segundo caso, o prefeito pretende mandar um projeto de lei ao Legislativo solicitando a extinção desses postos. A ideia é economizar cerca de R$ 2 milhões com as duas medidas.

“Temos a preocupação com a volta das atividades da indústria e do comércio, não sabemos bem como ajudar, mas estamos sempre dialogando com os setores. Além disso, temos que resolver a crise hídrica na cidade, aproximadamente 400 agricultores não possuem água para beber, precisamos fazer um plano para atender eles nessa emergência. Depois acharemos uma forma mais definitiva para resolver isso.”, completa.

Outra mudança programada é a forma de governar Farroupilha. Segundo Pedroso, a nova administração adotará o método de ouvir mais as categorias para futuras políticas públicas, a fim de desenvolver um trabalho coletivo. O líder municipal coloca que “meu modo de agir é diferente do antigo prefeito, sempre fui muito de ouvir.”. Neste momento, ele visualiza que Gonçalves necessita reorganizar sua vida.

“Eu também preciso de tempo para implantar meu formato de trabalho. A comunidade queria essa comunicação, a possibilidade de opinar e contribuir, isso tem na minha atitude. Não se pode brigar com todo mundo e achar que isso é certo.”, avalia.

Questionado sobre como era sua relação com o prefeito cassado, Pedroso afirma que havia respeito. A relação ficou desgastada quando, nos últimos meses, a assessoria de Gonçalves modificou seu jeito de lidar com determinadas situações, ocasionando em um afastamento entre os dois.

“Sempre pensamos muito diferente, nossas classes sociais são opostas. Eu sou um homem mais comum, mais tradicional, vim de outro modelo de vida,  ele [Claiton Gonçalves] vem dos consultórios. Temos um padrão financeiro diferente. Essas oposições não alteraram nossa convivência, tanto que estivemos juntos no governo por sete anos. Mas isso mudou de uns tempos para cá.”, ressalta.

Clique na aba “Ouvir Notícia” e confira a entrevista completa concedida ao jornalista Fernando Levinski e o repórter Rodrigo Fischer.

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