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Balanço do verão em Veranópolis aponta chuva acima da média e temperaturas elevadas

por Alessandra Bernardi

De acordo com dados da estação meteorológica do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (CEFRUTI), o acumulado de chuva no verão chegou a 491 milímetros, superando em 41 mm a média histórica

Foto: Divulgação

Com o início do outono no dia 20 de março, encerrou-se oficialmente o verão 2025/2026 em Veranópolis. O período foi marcado por variações climáticas significativas, com volume de chuva acima da média, temperaturas elevadas e uma distribuição irregular das precipitações ao longo dos meses.

De acordo com dados da estação meteorológica do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (CEFRUTI), o acumulado de chuva no verão chegou a 491 milímetros, superando em 41 mm a média histórica. Apesar disso, o comportamento das precipitações foi desigual: dezembro concentrou mais da metade da chuva do verão, com 284 mm, sendo considerado um mês extremamente chuvoso e o oitavo dezembro mais úmido desde 1956.

Já janeiro e fevereiro apresentaram cenário oposto, com volumes abaixo da média e redução significativa no número de dias com chuva. Em fevereiro, por exemplo, houve apenas seis dias com precipitação, o que resultou em períodos prolongados de estiagem.

Essa irregularidade na distribuição da chuva trouxe reflexos diretos para o setor agrícola, especialmente em lavouras e pomares não irrigados, que enfrentaram déficit hídrico em momentos importantes do desenvolvimento das culturas.

Outro destaque do verão foi o comportamento das temperaturas. A média geral ficou 0,8°C acima do normal, com destaque para dezembro e fevereiro, que registraram desvios positivos mais acentuados. As máximas chegaram a 33°C, enquanto as mínimas atingiram 9,8°C ao longo da estação.

A radiação solar e a insolação também tiveram papel importante no período. Em média, o verão contou com 8,5 horas diárias de sol, com picos superiores a 13 horas em alguns dias. Janeiro se destacou como o mês com maior disponibilidade de radiação solar.

No setor vitivinícola, as condições foram consideradas favoráveis. O índice heliopluviométrico da safra 2025/2026 foi de 1,5, indicando cenário positivo para a maturação das uvas, especialmente nos meses de janeiro e fevereiro, quando as condições foram classificadas como ótimas.

 

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