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Você não precisa sentir medo ou ansiedade

por Marco Aurélio Santana

Confira dicas para a quarentena

Foto: Divulgação

Diante da prevenção ao contágio do coronavírus (Covid-19), algumas atitudes são muito importantes, como a permanência em casa, saindo apenas para o que for imprescindível e que não possa esperar. Então nos vemos diante do: “E agora? O que vamos fazer?” Estamos vivendo dias angustiantes e instáveis diante da pandemia. Recebemos ordem de todos os lados e principalmente tanta informação que não sabemos muitas vezes o que fazer com elas!

Primeiro o que você precisa saber é que sim, nós  vamos ter consequências de todos os tipos lá na frente, seja econômica, social, mental, e para isso em algum momento vamos precisar de algum tipo de ajuda.

De acordo com uma revisão de estudos sobre o impacto psicológico da quarentena de SARS, Síndrome Respiratória Aguda Severa, publicado este mês na revista The Lancet,  o confinamento, a perda da rotina habitual e o contato social e físico reduzidos causaram angústia, frustração e sensação de isolamento do resto do mundo às pessoas isoladas. Inclusive, após a quarentena, ocorreu um aumento de 31% nos casos de depressão e de 29% nos casos de estresse pós-traumático.

Em nosso emocional, o isolamento social pode trazer alguns sentimentos difíceis e negativos, como ansiedade, pessimismo, medo e até mesmo alguns conflitos em casa, pois cada pessoa reage de uma forma a essa nova realidade.

Para enfrentar esse momento, o Grupo de Apoio Psicológico sugere atitudes que podem ajudar a se fortalecer, de forma mais leve, tanto com a saúde física, mental e os laços afetivos:

  • Distribua suas atividades de casa ao longo do dia e organize um dia de cada vez;
  • Quando for assistir TV ou ouvir rádio, selecione o tempo dedicado ao noticiário. E foque nas fontes realmente confiáveis, como Ministério da Saúde, Secretaria Municipal da Saúde e autoridades realmente entendidas no assunto;
  • Mantenha-se conectado às pessoas por meio do telefone ou da internet. Mas, cuidado com a internet, às vezes têm notícias que não são verdades e podem nos deixar angustiados;
  • Dedique um horário e espaço bem legal para a prática de atividade física: dança, alongamentos, aqueles exercícios que você aprendeu com seu grupo de ginástica. Use o que você tem casa: um cabo de vassoura, uma garrafinha de água, um pacote de alimento, vale a criatividade; 
  • Use essa oportunidade para colocar em dia a atividade de artesanato que você gosta; 
  • Explore atividades que você tem interesse, mas não pode se dedicar antes;
  • Reserve um tempo à espiritualidade;
  • Ensine a seus filhos jogos e brincadeiras de sua infância; e aproveite para aprender com ele também, quem sabe aquele aplicativo para usar na comunicação;
  • As crianças e adolescentes também podem demonstrar ansiedade, do jeito deles, então criem, juntos, brincadeiras que possam expressar sentimentos: desenhos, pinturas, massa de modelar caseira (tem várias receitinhas na internet);
  • E uma dica bem especial é poder afastar os móveis e recolher aqueles objetos que “quebram”, afinal as crianças vão se movimentar mais pela casa, e acidentes podem acontecer, assim evitamos alguns conflitos desnecessários nesse momento;
  • Exercite o diálogo com quem mora com você;
  • Tente seguir uma rotina familiar, com certa flexibilização, mas que não haja grandes desvios ou alterações, independente da faixa etária. Manter horários e rotinas nos fortalece o sentimento de estabilidade e ajuda a diminuir a ansiedade diante do tédio;
  • Mantenha uma alimentação saudável, lembra aquela receita que há tempos você queria fazer? Então, mão na massa!
  • Para quem está trabalhando, siga as instruções de cuidados com higiene, mantenha a distância de dois metros das pessoas e dedique-se às suas tarefas. Evite que a ansiedade atrapalhe seu desempenho e sua atenção às atitudes preventivas. Ao chegar em casa, sigas as instruções de higienização de suas roupas, objetos (chaves, celular, carteira, ferramentas utilizadas) antes de entrar em contato com sua família. Então relaxe! Aproveite seu tempo de descanso. Com a cabeça descansada você dedica  maior atenção nos cuidados preventivos no dia seguinte. 

Mas lembre, estar em isolamento não quer dizer que você precisa “fazer tudo porque está só em casa”. A vida não é uma corrida maluca, você não precisa provar nada a ninguém, portanto, acolhe-se, permita-se viver, sentir e entender suas as emoções. 

Vale destacar ainda que estamos passando por uma fase, tudo isso vai passar! A cada dia aprendemos e descobrimos o nosso jeito de como lidar com o isolamento. Com os desafios podemos aprender e reconhecer o que cada um tem de melhor!

Se sentir necessidade, procure ajuda, converse com alguém que você confia, além disso, outra forma de buscar ajuda é por meio do Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo telefone 188 ou no site www.cvv.org.br. O atendimento é gratuito

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