Festejos cultuam tradição gaúcha em Nova Prata
Nem a chuva da sexta-feira, 14, acanhou os tradicionalistas de Nova Prata nos eventos de abertura dos Festejos Farroupilha 2018. No cair da tarde a Chama Crioula saiu do centro da cidade e rumou carregada por cavalarianos até o Povoado Colla, na Cabanha Coroados, onde foram recepcionados por autoridades civis e tradicionalistas que participaram da cerimônia de abertura.
Esse ano, os Festejos Farroupilha no Rio Grande do Sul tem como tema o Tropeirismo, que foi um ciclo econômico, social e cultural, e um dos principais responsáveis pela formação da identidade do povo gaúcho, desde os primórdios de sua ocupação europeia pelos jesuítas na região missioneira (1626) e posteriormente por paulistas, lagunistas e portugueses que se estabeleceram no Estado. As cerimônias também lembraram o tradicionalista Paixão Cortes e seu legado deixado aos gaúchos. Os ideiais Farroupilha também foram mencionados pelo secretário de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer, Everson Marca; e como disse o prefeito Volnei Minozzo "somos o Estado que mais preserva e cultua suas tradições e junto com os Centros de Tradições Gaúchas e Piquetes de Laçadores incentivamos que as comemorações sejam realizadas".
Na mesma noite da sexta-feira, 14, o Piquete Cabanha Vô João e União de Amigos serviram jantar; a tertúlia teve apresentação da invernada Juvenil do CTG Retorno à Querência e do Grupo CALA. O baile foi animado pelo musical Parceria Campeira.
No sábado, 15, os festejos estiveram a cargo do CTG Retorno à Querência e aconteceu no salão da comunidade São Peregrino. A tertúlia contou com apresentações de danças de suas invernadas artísticas e o baile foi animado pelo grupo Sem Fronteiras.
No domingo, a chuva deu uma trégua e animou a população a participar dos festejos que se concentraram na Cabanha Coroados, onde o grupo CALA serviu almoço e, à tarde, a Praça da Bandeira, uma mateada integrou invernadas artísticas dos CTGs, interprétes vocais e encerrou com o Quarteto Comparsa, formado por músicos pratenses. Na tarde também foram recepcionados os cavalarianos que participaram da cavalgada Caminhos de Pedra, coordenada pelo CTG Os Maragatos.
Luciane Bristot recebe Troféu Cabo Toco
Na mesma noite, o Piquete de Laçadores Cabanha Vô João homenageou a secretária de Agricultura e Abastecimento, com o troféu Cabo Toco em referência à primeira mulher a integrar a Brigada Militar no Rio Grande do Sul.
De acordo com os organizadores, Cabo Toco deixou em seu legado mulheres que vêm perpetuando sua história de lutas em prol de suas comunidades e municípios e merecem o reconhecimento ao trabalho que desenvolvem. Em seu pronunciamento, Luciane demonstrou gratidão pela homenagem e disse dividir o troféu com todas as mulheres "somos guerreiras desde a mais nova até a mais velha, dentro da nossa casa, do nosso trabalho ou da sociedade. Estou com muito feliz com essa homenagem que também divido com as pessoas que me acompanham: família e ao povo pratense que sempre me apoia".
Também fez parte da homenagem a apresentação da música "Cabo Toco", interpretada pela prenda Eduarda de Mello Zembruski, acompanhada do peão Nicolas Rhay Toscan, do CTG Querência do Prata.
Quem foi Cabo Toco?
Foi a primeira mulher a integrar as fileiras da corporação da Brigada Militar, em 1923. Participou dos movimentos revolucionários de 1923, 1924 e 1926. Cabo Toco é a patrona da primeira turma de Policiais Militares Femininas do Estado do Rio Grande do Sul.
Olmira Leal de Oliveira nasceu em 18 de junho de 1902, na localidade de Camaquã, em Caçapava do Sul, filha de Francisco José de Oliveira e Auta Coelho Leal de Oliveira. Aos 21 anos de idade foi recrutada para integrar as fileiras da Brigada Militar, como enfermeira e combatente no 1º Regimento de Cavalaria, hoje 1º Regimento da Polícia Montada, com sede em Santa Maria. Graduada a cabo e devido a sua baixa estatura, atendia por “Cabo Toco.”
Fotos: Festejos Farroupilha - Vanice Dal Magro/ACPMNP
Fonte: Assessoria de Comunicação - Prefeitura Municipal de Nova Prata
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