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Minas do Leão inaugura primeira planta de produção de biometano do RS

por Alessandra Bernardi

Com a próxima usina prevista para São Leopoldo, os resíduos de Veranópolis seguirão inseridos em um projeto que transforma lixo em energia renovável

Foto: Divulgação

Com um investimento de aproximadamente R$ 150 milhões, Minas do Leão tornou-se palco da inauguração da primeira usina de produção de biometano a partir de gás de aterro sanitário do Rio Grande do Sul. A planta, nomeada Biometano Sul, foi oficialmente aberta nesta semana na Unidade de Valorização Sustentável (UVS) da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos (CRVR). 

A usina tem capacidade para gerar até 66.000 metros cúbicos de biometano por dia, volume equivalente à produção de cerca de 12.500 botijões de gás de cozinha. Esse gás renovável será purificado a partir do biogás produzido pelo aterro sanitário que recebe resíduos orgânicos de 85 municípios, incluindo a Região Metropolitana de Porto Alegre. 

O empreendimento conta com financiamento do Fundo Clima, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de incentivos estaduais como Fundopem RS e Integrar RS, que incluem benefícios fiscais como isenção ou abatimentos no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e no Diferencial de Alíquota (Difal) para equipamentos, entre outros. 

A planta de purificação de biogás para produção de biometano faz parte de um projeto mais amplo da CRVR que prevê, até 2030, uma capacidade instalada de 250.000 metros cúbicos por dia em todo o estado. Minas do Leão, antes da Biometano Sul, já operava uma termelétrica de biogás com potência de 8,55 MW. 

Veranópolis e o lixo

Em Veranópolis, o cenário de resíduos reflete essa nova cadeia. Desde janeiro de 2025, o município já enviou mais de quatro mil toneladas de lixo para aterros da CRVR. Anteriormente, esse lixo era destinado ao aterro de Minas do Leão, mas atualmente está sendo levado para São Leopoldo, também administrado pela CRVR, uma mudança motivada por logística e transporte.

A mudança reforça a centralidade da CRVR na gestão de resíduos do estado. Enquanto Minas do Leão já opera a primeira usina de biometano do Rio Grande do Sul, São Leopoldo será o próximo município a receber uma unidade do mesmo tipo, garantindo que o lixo de Veranópolis continue integrado a um projeto de geração de energia renovável e redução de impactos ambientais.

A Solví já iniciou a construção da sua segunda planta de biometano  em São Leopoldo, no Vale do Sinos. A unidade terá capacidade para gerar 34 mil m³ de biometano por dia e receberá investimentos superiores a R$ 100 milhões.

Somadas, as duas unidades representam aportes de R$ 230 milhões, consolidando a companhia como uma das maiores impulsionadoras da transição energética no Sul do país. 

Central de Conteúdo Unidade Tua Rádio Veranense

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