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Em meio à reconstrução da BR-470, DNIT estuda projeto de nova ponte sobre o Rio das Antas

por Alessandra Bernardi

As intervenções incluem a finalização de serviços em trechos afetados, além da construção de dois viadutos

Projeto inicial da nova ponte entre Bento Gonçalves e Veranópolis
Foto: DNIT

Quase um ano após a retomada do tráfego na BR-470, entre Veranópolis e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, a rodovia segue em obras de reconstrução. As intervenções incluem a finalização de serviços em trechos afetados, a construção de dois viadutos e o projeto de uma nova ponte que deverá substituir a Ponte Ernesto Dornelles, estrutura com mais de 70 anos.

 

Nova ponte sobre o Rio das Antas


Uma intervenção prevista é a construção de uma nova ponte sobre o Rio das Antas, na Serra das Antas. A nova estrutura deverá ser erguida ao lado da Ponte Ernesto Dornelles, conhecida como “ponte dos arcos”. Com apenas sete metros de largura e sem acostamento, a ponte atual teve uma das cabeceiras comprometida pelos deslizamentos de 2024, o que reforçou a necessidade de reabilitação.  O DNIT iniciou um estudo sobre a viabilidade de construção e investimentos que deve finalizar em julho, e se o projeto for aprovado pelo governo federal, o trabalho de intervenções será mais simples na cabeceira, isso porque o trânsito principal não passaria pela estrutura. A Ponte Ernesto Dornelles seria utilizada somente para um ponto turístico.
O trecho registrou 94 deslizamentos de terra, consequência das fortes chuvas que atingiram o estado em maio de 2024. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) coordena mais de 30 frentes de trabalho simultâneas ao longo dos oito lotes da rodovia. Cinco empresas foram contratadas e mobilizam cerca de 700 operários. Mais de 400 máquinas estão em operação para a execução dos serviços.

Viadutos em construção

As obras de dois viadutos foram iniciadas em maio. As estruturas estão sendo erguidas nos quilômetros 192 e 193 da rodovia, em áreas de curvas que foram completamente destruídas por deslizamentos. As chamadas Obras de Arte Especiais (OAE) terão 85 e 96 metros de extensão, respectivamente. Em altura, o viaduto no km 192 alcançará 15 metros e o do km 193, 17 metros. O investimento total é de R$ 52,3 milhões, com conclusão prevista para o final de 2025.

Um dos destaques técnicos do projeto é a utilização de vigas metálicas em substituição às tradicionais de concreto armado. A escolha considera as particularidades do terreno e a necessidade de maior agilidade na execução. A geometria curva e os vãos amplos entre os pilares foram projetados para permitir o livre escoamento de água e detritos sob as estruturas.

“Com essas obras, a BR-470 dá um passo importante rumo a uma reconstrução mais resiliente, moderna e segura, garantindo mobilidade e confiança para todos os que utilizam essa rota fundamental na Serra Gaúcha”, afirmou o superintendente regional do DNIT no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva.

 

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